quinta-feira, 21 de maio de 2026
Operação PCGO

Grupo é investigado por se passar por fiscais ambientais e extorquir vítimas em Goiás

Polícia Civil e Polícia Militar cumprem mandados em quatro cidades e investigam associação criminosa que simulava ações de fiscalização para extorquir produtores rurais

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 21 de maio de 2026
Investigado
Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), em ação conjunta com o Batalhão de Operações Ambientais da Polícia Militar de Goiás (PMGO), deflagrou na manhã desta quinta-feira (21) a Operação Batalhão de Papel. A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa suspeita de realizar falsas fiscalizações ambientais em propriedades rurais e estabelecimentos comerciais no estado.

Segundo as investigações, o grupo utilizava uniformes táticos camuflados, insígnias, distintivos falsificados de supostos “delegados ambientais”, além de carteiras funcionais falsas e veículos caracterizados de forma semelhante aos utilizados por forças de segurança. A estratégia, de acordo com a polícia, tinha como objetivo intimidar as vítimas e dar aparência de legalidade às abordagens.

Ainda conforme apurado, os suspeitos simulavam fiscalizações ambientais e ameaçavam produtores rurais e comerciantes com multas e embargos inexistentes. Em seguida, exigiam pagamentos elevados, apresentados de forma fraudulenta como supostos “patrocínios obrigatórios” ou anúncios vinculados a uma revista de fachada ligada ao grupo criminoso.

Leia mais: Polícia Civil deflagra operação e investiga irregularidades em acordos envolvendo a COMURG

Estrutura organizada e atuação em diferentes cidades

Até o momento, foram cumpridas 18 medidas judiciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Mineiros. A operação resultou, de forma parcial, em sete prisões temporárias, dez mandados de busca e apreensão, além da apreensão de aproximadamente R$ 26 mil em espécie.

Também foram recolhidos arma de fogo, simulacros, fardamentos, insígnias, distintivos e carteiras funcionais falsas utilizados para reforçar a falsa atuação de agentes de fiscalização.

As investigações apontam ainda que o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e simulação de treinamentos de natureza militar, atuando como uma espécie de “falsa força fiscalizatória paralela” para enganar vítimas e obter vantagens financeiras.

Divulgação de suspeitos

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A divulgação da identificação e imagem dos investigados foi autorizada com base na Lei nº 13.869/2019 e na Portaria nº 02/2020 da DGPC, com o objetivo de possibilitar o surgimento de novas vítimas e testemunhas que possam contribuir com as investigações em andamento.

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