Receita médica com “3h de buceta” viraliza e entra na mira da Secretaria de Saúde
Documento atribuído a uma UBS de Alagoinha voltou a circular nas redes sociais e motivou investigação sobre possível falsificação
Uma suposta receita médica com a prescrição de “3h de buceta” viralizou nas redes sociais nesta semana e levou a Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha, em Pernambuco, a abrir uma investigação interna. O documento, que teria sido emitido em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município, começou a circular no início de maio e ganhou nova onda de compartilhamentos na terça-feira (19).
Após a divulgação da imagem, a prefeitura informou que abriu um procedimento interno para investigar a origem do suposto receituário. Segundo a Secretaria de Saúde, há indícios de uso indevido da identificação profissional presente no documento.
Em nota, a pasta afirmou que a profissional citada no carimbo “não participou da elaboração do suposto receituário” e também “não autorizou o uso de seu carimbo profissional”.

Investigação apura possível falsificação
De acordo com a secretaria, a apuração busca identificar se houve montagem da imagem, adulteração do conteúdo ou falsificação documental. O município também investiga possíveis crimes, como falsidade ideológica, falsificação de documento e uso indevido de identificação profissional.
“Busca-se verificar se consiste em eventual montagem do documento ou de uso indevido do carimbo, destacando-se que, em nenhum momento, houve a aposição de sua assinatura no documento”, informou a pasta.
A nota acrescenta ainda que o documento “não foi devidamente validado pela profissional técnica constante no carimbo aposto” e, por isso, “não possui assinatura que comprove sua autoria, responsabilidade ou concordância com o conteúdo exposto”.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o carimbo presente na imagem também teria sido utilizado sem autorização da profissional mencionada.
“Esclarece-se ainda que o uso do carimbo constante no documento não foi realizado pela profissional responsável, tampouco contou com sua anuência ou participação”, completou a pasta.
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Conselho de Enfermagem também se manifestou
A secretaria declarou ainda que o conteúdo da suposta receita apresenta “linguagem inadequada e dissociada de prescrição médica”, além de não seguir as normas adotadas pela rede municipal de saúde.
Enquanto isso, o Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) informou que, até o momento, não recebeu denúncia formal nem comunicação oficial sobre o caso.
Também não houve confirmação sobre a autenticidade da imagem compartilhada nas redes sociais. Segundo o Coren-PE, ainda não foi possível identificar elementos que comprovem que o documento tenha sido emitido por um profissional de enfermagem ou, especificamente, por uma técnica de enfermagem.
Até o momento, a autoria da publicação e a origem exata da imagem continuam sem confirmação oficial.