sexta-feira, 10 de julho de 2026
Tragédia na BR-060

Justiça decreta prisão de motorista investigado pela morte de estudante em acidente em Alexânia

Kimberlly Gisele, de 21 anos, morreu após capotamento na BR-060; vídeo gravado antes do acidente e depoimento do investigado reforçam apuração sobre possível feminicídio

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 22 de maio de 2026 às 16:00
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Justiça decreta prisão de motorista investigado pela morte de estudante em acidente em Alexânia. Reprodução

A Justiça de Goiás decretou a prisão temporária de Ivan Rodrigues Cardoso, investigado pela morte da estudante de Direito Kimberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, vítima de um acidente registrado na BR-060, em Alexânia.

A decisão foi assinada pelo juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende, da comarca do município, após pedido apresentado pela Polícia Civil.

O acidente aconteceu no dia 4 de maio. Kimberlly estava no veículo conduzido por Ivan quando o carro capotou na rodovia. Antes da colisão, a jovem gravou um vídeo no qual demonstrava medo e pedia para voltar para casa.

“Ivan, por favor, estou com medo. Ivan, por favor, vamos para minha casa?”, disse a estudante nas imagens que passaram a integrar a investigação.

Justiça decreta prisão de motorista

Segundo a decisão judicial, há indícios de autoria e materialidade suficientes para justificar a prisão temporária pelo prazo inicial de 30 dias. O magistrado também considerou que manter o investigado em liberdade poderia comprometer a coleta de provas e interferir no andamento das investigações.

Em depoimento à Polícia Civil, Ivan admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir. Ele também declarou que mantinha um relacionamento amoroso com Kimberlly e que sentiu ciúmes da estudante antes do acidente.

Com base nos elementos reunidos até o momento, a investigação passou a considerar a hipótese de feminicídio com dolo eventual — quando há entendimento de que a pessoa assume o risco de provocar o resultado, mesmo sem intenção direta.

Kimberlly chegou a ser socorrida com vida, mas morreu dentro da ambulância durante o atendimento.

A prisão temporária foi decretada como medida cautelar para garantir a continuidade da investigação. Caso não haja pedido de prorrogação ou conversão em prisão preventiva ao término do prazo, o investigado poderá responder em liberdade, conforme determina a legislação.

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