INVESTIGAÇÃO

Casa onde criança de 2 anos morreu em Aparecida foi limpa para esconder sangue

Marcas de sangue foram encontradas na casa apenas com o uso de luminol porque o cômodo havia sido limpo

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 23 de maio de 2026
criança
Babá da criança tomou banho antes de ir ao hospital (Foto: Divulgação)

A perícia identificou inicialmente marcas de sangue em um dos quartos da casa onde uma menina de 2 anos foi agredida, em Aparecida de Goiânia, segundo confirmou neste sábado (23) o delegado Jonatas Soares Barbosa, da Central Geral de Flagrantes, ao O HOJE. De acordo com ele, os vestígios só foram encontrados após o uso de luminol porque o cômodo havia sido limpo.

“Foi apontado que no quarto onde a indiciada alega que um espelho teria caído na criança não foi encontrado sangue, mas no quarto adjacente haviam marcas de sangue que só foram vistas com luminol, porque foi limpado o quarto, foi limpado qualquer vestígio mas a perícia conseguiu identificar esses traços”, afirmou o delegado.

Jonatas disse ainda que a mulher investigada tomou banho e trocou de roupa antes de levar a criança para atendimento médico. “Inclusive, ela havia tomado banho, trocado de roupa… porque tinha marca no sutiã, de sangue que ela havia retirado”, afirmou

“Posteriormente que [a criança] foi encaminhada para o hospital, ela tomou todas essas precauções antes de encaminhar para o hospital. Esse é o problema”, completou o delegado.

 

Leia mais: Criança de 2 anos morre com sinais de agressão em Aparecida de Goiânia; pai e babá são detidos

Babá afirmou inicialmente que um espelho teria caído sobre a criança

O caso passou a ser investigado após a menina dar entrada no CAIS Nova Era, na madrugada de sexta-feira (22), com diversos sinais de agressão física pelo corpo.

Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), a criança foi levada à unidade por uma mulher que inicialmente se apresentou como tia da vítima e depois passou a ser identificada como babá.

Durante o atendimento, profissionais da unidade constataram lesões incompatíveis com a versão de que um espelho teria caído sobre a criança. A menina apresentava cortes na cabeça, hematomas nos braços, nas costas e em outras partes do corpo.

Após a morte da criança, equipes da GCM foram até a residência onde ela estava antes de ser socorrida. Conforme o comandante da corporação, inspetor Milton Sobral, os agentes não encontraram vestígios de espelho quebrado no imóvel.

“O local não apresentava vestígios de espelho quebrado, como havia sido relatado inicialmente. Pelo contrário, havia sinais de que teria ocorrido uma festa na residência na noite anterior. Diante das inconsistências, nossas equipes conduziram os envolvidos ao 4º Distrito Policial para os procedimentos investigativos”, afirmou.

A investigação segue em andamento e aguarda o laudo oficial da perícia.

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