terça-feira, 26 de maio de 2026
DESVIO DE VERBA

Ex-secretário de Cultura de Goiânia, Zander Fábio é preso suspeito de desviar R$ 1,5 milhão

Segundo a Polícia Civil, esquema teria movimentado mais de R$ 1,5 milhão por meio de empresas de fachada ligadas a contratos da Cultura de Goiânia

Luma Silveirapor Luma Silveira em 26 de maio de 2026
zander fábio
Ex-secretário municipal de Cultura, Zander Fábio

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (26), uma operação contra uma suposta associação criminosa investigada por desviar recursos públicos ligados à antiga gestão da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Entre os presos está o ex-secretário municipal de Cultura, Zander Fábio, apontado pela investigação como um dos envolvidos no esquema.

A ação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) e teve como alvo agentes públicos e particulares suspeitos de participação no caso. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia.

A Justiça também autorizou medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, além da proibição de contratação com o poder público.

Segundo as investigações, o grupo teria criado empresas de fachada para receber recursos públicos por meio de contratações diretas, sem licitação. A suspeita é de que os contratos eram utilizados para simular prestação de serviços em eventos de exposição de carros antigos organizados por um clube da capital.

Zander fábio
Equipes da Polícia Civil de Goiás durante cumprimento de mandados da Operação Cultura / Foto: Reprodução PCGO

 

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De acordo com a Polícia Civil, pelo menos 41 operações de pagamento foram identificadas, somando mais de R$ 1,5 milhão. Os valores teriam sido destinados a empresas recém-criadas, sem estrutura operacional, histórico de atuação ou funcionários compatíveis com os serviços contratados.

Os investigadores apontam ainda que diversas transferências foram feitas no mesmo dia e com valores semelhantes, levantando suspeitas de movimentações coordenadas para ocultar o destino final do dinheiro. Em alguns casos, os endereços das empresas coincidiam com residências de pessoas ligadas aos investigados.

A apuração também indica que os supostos contratados mantinham relação direta com o clube responsável pelos eventos, incluindo familiares, amigos e integrantes da diretoria. Para a polícia, há indícios de que os contratos eram usados apenas como mecanismo para retirar recursos públicos dos cofres municipais.

Outro ponto investigado é o possível retorno do dinheiro para os próprios envolvidos, inclusive por meio do pagamento de despesas pessoais. A Polícia Civil afirma que o esquema funcionava de maneira estruturada, utilizando empresas e contratos para operacionalizar o desvio sistemático de recursos públicos.

A operação segue em andamento e os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no caso.

*Matéria em atualização 

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