Operação investiga golpe com deepfakes de famosos para vender produtos em SP
Investigação aponta uso de inteligência artificial para falsificar depoimentos de artistas e jornalistas; mandado foi cumprido em Guarulhos
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta terça-feira (18/8), a Operação “Ilusão Digital” para investigar um esquema que utilizava vídeos falsificados de pessoas famosas na venda de produtos anunciados como tratamento para disfunção erétil. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Guarulhos (SP).
De acordo com a investigação, criminosos utilizavam recursos de inteligência artificial para reproduzir rostos e vozes de cantores e jornalistas conhecidos sem autorização. Os conteúdos eram publicados em redes sociais e simulavam relatos pessoais das celebridades, que supostamente afirmariam sofrer de disfunção erétil e recomendariam um produto apresentado como tratamento natural. A estratégia buscava usar a imagem de pessoas conhecidas para dar aparência de legitimidade à publicidade fraudulenta.
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A apuração identificou que consumidores chegaram a comprar os produtos pela internet e que houve entregas para vítimas em Brasília. A Polícia Civil afirma que ainda não é possível determinar a composição dos itens comercializados nem avaliar eventuais riscos à saúde. A partir da análise de vestígios digitais e informações financeiras, os investigadores conseguiram chegar a um dos suspeitos de participação no esquema.
Durante a operação, os policiais apreenderam diversos dispositivos eletrônicos, que serão submetidos a perícia para auxiliar na identificação de outros envolvidos e no esclarecimento da dinâmica do golpe. Conforme o avanço das investigações, os responsáveis poderão ser indiciados por estelionato qualificado mediante meio eletrônico, comercialização ilegal de medicamentos e falsidade ideológica. Somadas, as penas máximas previstas para esses crimes podem chegar a 28 anos de prisão.
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