EUA negam informações sobre rascunho de acordo divulgado pelo Irã
A mídia estatal iraniana divulgou um documento que detalha o possível acordo entre Teerã e Washington
A divulgação de um suposto memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos (EUA) voltou a elevar a tensão diplomática no Oriente Médio. A TV estatal iraniana afirmou nesta quarta-feira (27) ter obtido acesso ao documento, que detalha possíveis termos para um acordo entre os dois países.
Segundo a mídia estatal, a proposta prevê a retirada das forças militares norte-americanas das proximidades do território iraniano e o fim do bloqueio naval dos EUA na região. Em troca, Teerã se comprometeria a restabelecer, em até um mês, o fluxo de navios comerciais que atravessam o Estreito de Ormuz aos níveis registrados antes do início da guerra. O entendimento não incluiria embarcações militares.
O texto também atribuiria ao Irã, em cooperação com Omã, a responsabilidade pela administração e definição das rotas marítimas no estreito, uma das áreas estratégicas mais importantes para o comércio global de petróleo. Ainda de acordo com a reportagem, caso as negociações sejam concluídas em até 60 dias, o pacto poderá ser transformado em resolução vinculativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).
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EUA chamam rascunho de ‘completa invenção’
A Casa Branca, porém, negou a autenticidade do memorando divulgado pela imprensa iraniana. “Esta reportagem da imprensa controlada pelo Irã não é verdadeira e o memorando de entendimento que eles ‘divulgaram’ é uma completa invenção. Ninguém deve acreditar no que a mídia estatal iraniana está divulgando”, afirmou a Casa Branca nas redes sociais.
O presidente norte-americano também declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto e sem controle de qualquer país em eventual acordo. “Vamos vigiar, mas ninguém vai controlar. Isso faz parte da negociação. Eles gostariam de controlar”.
Ainda, o vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohamad Akbarzadeh, minimizou a possibilidade de retomada imediata da guerra, mas voltou a ameaçar os EUA. “Não duvidem de que transformaremos a área de Chabahar até Mahshahr em um cemitério para os agressores”, declarou à agência Tasnim.