Caso de raiva em gato mobiliza força-tarefa de vacinação em Goiânia
Após confirmação da doença em um animal doméstico, Prefeitura realiza bloqueio vacinal e ações educativas no Residencial Recanto do Bosque nesta quinta-feira (4)
A confirmação de um caso de raiva em um gato doméstico no Residencial Recanto do Bosque, em Goiânia, mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para uma força-tarefa de vacinação antirrábica na região. A ação acontece nesta quinta-feira (4) e tem como objetivo reforçar a proteção dos animais e evitar a circulação do vírus entre cães, gatos e seres humanos.
Coordenada pela Diretoria de Vigilância em Zoonoses (DVZ), a operação contará com cerca de 50 agentes de combate às endemias que irão percorrer mais de duas mil residências do bairro. Além das visitas domiciliares para vacinação dos animais, a população também poderá procurar o posto fixo montado na Rua BM-10, Quadra 10, Lote 16.
A iniciativa segue os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para situações em que há confirmação da doença em animais domésticos. Embora a raiva esteja controlada na maior parte do país, especialistas alertam que ela continua sendo uma das zoonoses mais graves conhecidas, com elevada taxa de letalidade após o surgimento dos sintomas.
1º caso de raiva em 4 anos
O caso que motivou a mobilização começou a ser investigado em maio. No dia 13, o tutor do gato procurou uma unidade de saúde após ser agredido pelo animal. Como medida preventiva, ele recebeu tratamento antirrábico com quatro doses da vacina e não apresentou complicações. O gato morreu três dias depois e os exames laboratoriais confirmaram a infecção pelo vírus da raiva. Amostras seguem sendo analisadas para auxiliar no rastreamento da origem da contaminação.
A confirmação chamou a atenção das autoridades sanitárias porque os registros da doença em animais domésticos são raros na capital. O último caso havia sido registrado em 2022. Já entre humanos, Goiânia não registra ocorrências desde a década de 1980.
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Morcegos continuam sendo principal preocupação
De acordo com a Vigilância em Zoonoses, o monitoramento da circulação do vírus da raiva é permanente em Goiânia. Nos últimos dez anos, foram identificados 30 morcegos infectados em diferentes regiões da cidade.
Embora muitas pessoas associem a doença apenas a cães e gatos, os morcegos são atualmente os principais reservatórios do vírus em áreas urbanas. Por isso, a orientação é que qualquer animal encontrado morto, caído no chão ou voando durante o dia seja tratado como suspeito.
Nessas situações, a recomendação é não tocar no animal, manter crianças e pets afastados e comunicar imediatamente a Vigilância em Zoonoses. O recolhimento deve ser feito por equipes especializadas, que também realizam a investigação epidemiológica da área.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação anual continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a raiva em cães e gatos. O imunizante é gratuito e está disponível para a população na Unidade de Pronto Atendimento Veterinário (UPAVet), na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás (UFG) e na sede da Diretoria de Vigilância em Zoonoses.
Além da vacinação dos animais, especialistas orientam que qualquer pessoa mordida, arranhada ou que tenha tido contato com a saliva de um animal suspeito procure atendimento médico imediatamente. O local da lesão deve ser lavado com água corrente e sabão antes da avaliação profissional.
Apesar de rara, a doença exige vigilância constante. A confirmação do caso no Residencial Recanto do Bosque reforça a importância de manter a imunização dos pets atualizada e de comunicar rapidamente às autoridades qualquer situação envolvendo animais com comportamento incomum ou suspeita de infecção.