Incêndio atinge depósito na Ceasa, em Goiânia; suspeita é de curto-circuito
Fogo atingiu depósito de embalagens e mobilizou o Corpo de Bombeiros; tempo seco e calor aumentam preocupação com propagação das chamas
Um incêndio atingiu um depósito de embalagens localizado na Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO), em Goiânia, nesta quinta-feira (6). O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chamas.
A suspeita inicial é de que o incêndio tenha começado após um curto-circuito. A causa, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmada e deverá ser esclarecida após a apuração da ocorrência.
O fato de as chamas terem atingido um depósito de embalagens exige atenção devido à presença de materiais que podem favorecer a rápida propagação do fogo. Papel, papelão, madeira e determinados tipos de plástico, quando presentes, podem servir como combustível para as chamas.
Veja o vídeo:
Tempo seco aumenta risco
O incêndio acontece justamente em um dos períodos de maior atenção para ocorrências envolvendo fogo em Goiás. A estiagem prolongada, a baixa umidade e as temperaturas elevadas criam condições que facilitam o ressecamento de materiais e podem favorecer a propagação das chamas.
Nesta quinta-feira (6), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para Goiânia temperatura máxima de 32°C e umidade relativa do ar mínima de 20%.
Especialista em prevenção e combate a incêndios, Sidney Júnior, especialista em incêndio, chama atenção para a necessidade de ampliar os cuidados neste período. “O tempo seco, a baixa umidade e as altas temperaturas criam um cenário de maior atenção para incêndios, porque muitos materiais ficam mais secos e o fogo pode se propagar com maior rapidez. Em locais com embalagens e outros materiais combustíveis, o cuidado precisa ser redobrado. Se houver suspeita de curto-circuito, é fundamental que a instalação elétrica seja periciada para identificar a origem do incêndio e evitar novos episódios.”
A preocupação aumenta especialmente em estabelecimentos que concentram papelão, madeira, tecidos, plásticos e outros produtos capazes de alimentar as chamas.
Curto-circuito exige atenção às instalações
A suspeita levantada no incêndio da Ceasa também reforça a importância da manutenção preventiva das instalações elétricas. Fiações danificadas ou antigas, conexões inadequadas e sobrecarga dos circuitos podem provocar superaquecimento e aumentar o risco de acidentes.
O calor e a baixa umidade, no entanto, não podem ser apontados como responsáveis pelo incêndio na Ceasa. No caso desta quinta-feira, a hipótese de curto-circuito ainda precisa ser confirmada tecnicamente.
Durante o período de estiagem, a recomendação é redobrar os cuidados com equipamentos e instalações elétricas, evitar sobrecarga de tomadas e extensões e manter sistemas de prevenção e combate a incêndio em condições adequadas de funcionamento.
Em caso de princípio de incêndio, a prioridade é preservar a segurança das pessoas. Quando não houver condições seguras para uma intervenção inicial, o local deve ser evacuado e o Corpo de Bombeiros acionado imediatamente pelo telefone 193.
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