sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Legislativo Goiano

Sucessão de Bruno na Alego pode se tornar primeiro teste político de Daniel

Eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa irá medir o peso dos diferentes grupos da base governista no eventual novo governo emedebista

Thiago Borgespor em
Sucessão de Bruno na Alego pode se tornar primeiro teste político de Daniel
Disputa pode servir como termômetro da correlação de forças dentro da base aliada | Foto: Ruber Couto/Alego

Além da corrida eleitoral de outubro pelas 41 cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), outra disputa já movimenta os corredores do parlamento goiano. Embora a renovação dos mandatos seja a prioridade dos deputados estaduais, lideranças da base governista também articulam de olho na sucessão do presidente da Casa, Bruno Peixoto (União Brasil).

Caso o governador Daniel Vilela (MDB) confirme o favoritismo e seja reeleito em outubro, a definição do próximo presidente da Alego tende a se transformar no primeiro teste político do novo mandato do emedebista. Mais do que a escolha de um nome para conduzir os trabalhos legislativos, a disputa servirá como termômetro da correlação de forças dentro da base aliada e da capacidade do governador de acomodar diferentes grupos que hoje orbitam em torno do Palácio das Esmeraldas.

Atualmente, há dois nomes do MDB entre a lista de favoritos: Issy Quinan e Amilton Filho. Os parlamentares já ocupam cargos de peso na atual legislatura — Quinan é o primeiro vice-presidente da Alego e Amilton é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Casa.

Além do aval de Vilela, cada um conta com mais um apoio de peso. Nos bastidores, é ventilada a possibilidade de Quinan receber o apoio de Peixoto para a disputa pela presidência da Alego, caso Daniel firme compromisso com o vice-presidente.

Já Amilton conta com o apoio integral do prefeito Márcio Corrêa, que, apesar de estar no PL, é emedebista de corpo e alma e estará no palanque de Daniel na disputa pelo governo do Estado. Além disso, pesa a favor dos dois parlamentares estarem no partido do governador.

Outro nome que aparece na lista de cotados é Wilde Cambão (PSD). O deputado, além de estar na legenda do ex-governador Ronaldo Caiado, aglutina o apoio de lideranças do Entorno do Distrito Federal, como o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), e o deputado federal Célio Silveira (MDB).

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O Entorno chegou a ser citado como possível origem do candidato a vice-governador na chapa governista, mas perdeu espaço diante do fortalecimento dos nomes do presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD); do ex-senador Luiz do Carmo (PSD); e do ex-secretário de Governo, Adriano da Rocha Lima (PSD).

O comando da Assembleia Legislativa poderia funcionar como uma compensação política para uma das regiões eleitoralmente mais relevantes do Estado, que é tratada com prioridade tanto por Caiado quanto por Daniel. Cambão ainda mantém boa relação com integrantes do grupo caiadista e é um nome alinhado à ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil).

Já Talles Barreto (União Brasil), que sucedeu Cambão no cargo de líder de governo em 2025 e mantém o cargo até os dias atuais na gestão de Daniel, também está entre os pretendentes a suceder Bruno Peixoto. Inclusive, o deputado pretende seguir o mesmo caminho que o atual presidente da Alego. Antes de ser eleito e reeleito, o chefe do parlamento goiano ocupava o cargo de líder de governo na Casa.

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