sexta-feira, 26 de junho de 2026
Outra crise

Eduardo Bolsonaro nega defesa de troca do Pix e cobra retratação da imprensa

Deputado licenciado afirma que teve suas declarações distorcidas após comentar a disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos e diz que nunca defendeu substituir o sistema de pagamentos brasileiro

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 5 de junho de 2026
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro negou ter sugerido qualquer mudança no sistema de pagamentos brasileiro. Foto: Redes Sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu às interpretações dadas por parte da imprensa a declarações feitas por ele sobre o Pix e cobrou retratação de veículos de comunicação. Segundo o ex-parlamentar, suas falas foram distorcidas ao serem associadas à ideia de substituir o sistema brasileiro de pagamentos por modelos utilizados nos Estados Unidos.

A controvérsia teve início após uma entrevista em que Eduardo comentou as ameaças do governo do presidente Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Ao abordar o tema, o deputado afirmou que os Estados Unidos possuem mecanismos de pagamento semelhantes ao Pix, citando o Zelle, e que isso poderia servir como argumento para uma eventual negociação entre os dois países.

Entretanto, a declaração foi interpretada como uma defesa da substituição do Pix por um sistema americano. A repercussão ganhou força nas redes sociais e gerou críticas de adversários políticos, integrantes do governo e usuários da plataforma X.

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Diante da reação, Eduardo Bolsonaro negou ter sugerido qualquer mudança no sistema de pagamentos brasileiro. O parlamentar afirmou que nunca defendeu o fim do Pix e desafiou críticos e veículos de imprensa a apresentarem alguma declaração em que tenha feito essa proposta. Segundo ele, as publicações que associaram sua fala à substituição do Pix divulgaram informações falsas.

Ao reforçar sua posição, Eduardo destacou que o Pix foi implementado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o sistema deve continuar funcionando sem cobrança de taxas aos usuários.

Apesar da defesa apresentada pelo deputado, especialistas ouvidos por veículos de comunicação apontaram diferenças importantes entre o Pix e o Zelle. Enquanto o Pix funciona como uma infraestrutura pública criada e administrada pelo Banco Central, o sistema americano é operado por instituições financeiras privadas e não possui o mesmo alcance universal adotado no Brasil.

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