Celina diz que assumiu DF com rombo de R$ 5 bilhões e prevê superávit
Governadora afirmou que encontrou déficit e pagamentos em atraso ao assumir o Palácio do Buriti; governo projeta terminar 2026 com superávit de R$ 3 bilhões após medidas de ajuste fiscal.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta sexta-feira (7) que encontrou um cenário fiscal delicado ao assumir o comando do Governo do Distrito Federal, em março. Segundo ela, as contas apresentavam um rombo de quase R$ 5 bilhões, além de pagamentos em atraso.
Durante uma coletiva de imprensa para apresentar o balanço fiscal do primeiro semestre, Celina afirmou que a equipe adotou medidas de contenção de despesas, reorganização administrativa e aumento da arrecadação para reverter o cenário.
“Qualquer governo sério precisa ter responsabilidade fiscal. Não existe governo que consiga ser próspero sem responsabilidade fiscal”, afirmou.
De acordo com o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, o GDF trabalha atualmente com a previsão de encerrar 2026 com superávit de aproximadamente R$ 3 bilhões. O resultado, segundo ele, poderá chegar a R$ 5 bilhões caso as medidas adotadas continuem produzindo os efeitos esperados.
A estimativa representa uma mudança significativa em relação ao cenário apresentado no início do ano. O governo atribui a melhora a um conjunto de ações envolvendo controle de gastos, revisão do custeio da máquina pública e medidas para ampliar as receitas.
Celina classificou o processo como um “choque de gestão” e afirmou que foi necessário reorganizar as áreas administrativa, política, fiscal e orçamentária.
“Foi um esforço gigante para que as pessoas pudessem entender que havia uma nova gestão fiscal e orçamentária”, declarou.
Valdivino à frente da Economia
A governadora também destacou a escolha de Valdivino de Oliveira para comandar a Secretaria de Economia. Segundo Celina, o secretário tem experiência acumulada em diferentes administrações públicas e conhecimento sobre as finanças do Distrito Federal e o Fundo Constitucional.
“Ele tem um profundo conhecimento do nosso Fundo Constitucional. Convidei para que pudesse abraçar essa missão, e essa missão foi abraçada em menos de quatro meses”, afirmou.
A apresentação dos resultados ocorreu justamente para detalhar as medidas adotadas pela equipe econômica e os efeitos produzidos ao longo do primeiro semestre.
Governo diz que manteve investimentos
Apesar do ajuste nas contas, Celina afirmou que a estratégia não significou paralisação da máquina pública ou interrupção dos investimentos.
A governadora citou medidas de redução de despesas, controle do custeio e priorização dos gastos públicos, além da ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad) como parte das ações adotadas pela gestão.
“Em nenhum momento, diante de todas as dificuldades, a máquina pública parou. Hoje nós damos ordens de serviço, estamos dando ordens de novos viadutos, de novas obras, e nós temos aqui um planejamento 100% executado”, afirmou.
O governo também informou que o Distrito Federal alcançou classificação A na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador utilizado pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal dos estados e municípios. A equipe econômica afirma que a melhora pode ampliar o acesso do DF a operações de crédito e reduzir custos financeiros.
A situação fiscal do Distrito Federal ganhou ainda mais relevância ao longo do ano em razão da crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Em maio, Celina já havia afirmado publicamente que recebeu do governo anterior uma crise no banco e um déficit bilionário nas contas públicas.
Agora, com a previsão de superávit, o governo busca apresentar a recuperação das contas como um dos principais resultados dos primeiros meses da gestão Celina.
Saiba Mais
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.