segunda-feira, 6 de julho de 2026
COPA 2026

Irã acusa EUA de barrarem ingressos da Copa para iranianos

Federação iraniana afirma que perdeu o acesso à cota de ingressos destinada aos seus torcedores

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 9 de junho de 2026
copa
FFIRI classifica medida como contrária ‘ao princípio da igualdade entre os países participantes’ (Foto: Hadi Yazdi Aznaveh/ Unsplash)

A poucos dias da abertura da Copa do Mundo, o Irã enfrenta um novo problema relacionado à tensão com os Estados Unidos. A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) anunciou nesta terça-feira (9) que perdeu o acesso à cota de ingressos destinada aos seus torcedores, situação que afeta pessoas que já haviam programado viagens para acompanhar a seleção durante a competição.

A reclamação ocorre após semanas marcadas por atritos entre Teerã e Washington relacionados à participação iraniana na competição. A seleção já havia alterado seus planos de preparação ao transferir sua base de treinamento do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana. Dias depois, autoridades iranianas acusaram os EUA de negar vistos a integrantes fundamentais para o funcionamento da delegação.

Agora, a disputa chega também às arquibancadas. Em comunicado, a FFIRI informou que não poderá concluir a distribuição das entradas reservadas à torcida iraniana. Pelo regulamento da Copa do Mundo, cada federação recebe uma parcela dos ingressos de suas partidas para comercialização entre seus próprios torcedores.

 

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Iranianos haviam assumido compromissos para acompanhar a Copa

Segundo a entidade, a interrupção ocorreu quando muitos fãs já haviam assumido compromissos financeiros para acompanhar a equipe. “Isso ocorre apesar de muitos torcedores iranianos terem, com base no processo oficialmente anunciado, feito todos os preparativos necessários para comparecer aos jogos”, afirmou a federação.

Sem apontar quem determinou o bloqueio, a FFIRI classificou a medida como incompatível com os princípios do esporte internacional. Para a entidade, impedir o acesso à cota oficial “é uma medida contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”.

A federação também afirmou que a situação levanta “sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento do futebol mundial”. No mesmo comunicado, pediu que a Fifa garanta “os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos estabelecidos”.

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