Trump nega negociações com Irã e mantém pressão sobre Estreito de Ormuz
Presidente dos EUA afirma que não há diálogo previsto com Teerã, enquanto autoridades iranianas condicionam a abertura da passagem marítima ao fim de medidas americanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (18/8) que Washington não mantém negociações com o Irã nem possui encontros previstos com representantes do país. Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano também declarou que o bloqueio dos portos iranianos continua ativo. Segundo Trump, o Estreito de Ormuz permanece aberto para a navegação e as minas marítimas foram removidas ou detonadas.
A declaração contradiz informações apresentadas na véspera pelo enviado americano Jared Kushner. Em entrevista à Fox News, ele havia classificado como “muito positivas” as negociações entre os dois países e afirmado que as partes estavam envolvidas de maneira séria, apesar da baixa confiança acumulada após anos sem relações diplomáticas e diálogo direto. As versões divergentes aumentaram a incerteza sobre o atual estágio das tratativas.
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Do lado iraniano, o principal negociador, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã não pretende reabrir o Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos não cumprirem compromissos previstos em um eventual acordo. Entre as exigências apresentadas estão o fim do bloqueio naval americano, a liberação de ativos iranianos, a retirada das restrições à exportação de petróleo e a interrupção das operações militares em diferentes frentes.
A tensão também aumentou após Trump divulgar um mapa que representa o Estreito de Ormuz como “NOVO território americano”, reforçando a ameaça de reivindicar soberania sobre a estratégica rota marítima. A passagem é fundamental para o transporte internacional de petróleo e outros hidrocarbonetos. O confronto entre Estados Unidos e Irã começou em 28 de fevereiro, quando ataques americanos e israelenses contra território iraniano deram início a uma guerra de alcance regional.
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