Trump ameaça bombardear Omã e cobra rendição do Irã em disputa sobre Estreito de Ormuz
Presidente americano critica negociações entre Mascate e Teerã e afirma que país será alvo caso interfira em tratativas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom nesta segunda-feira (17) ao comentar as negociações envolvendo o controle do Estreito de Ormuz. Em entrevista ao jornalista Trey Yingst, da Fox News, Trump afirmou que os EUA poderiam atacar Omã caso o país interferisse no entendimento negociado com o Irã. A declaração foi divulgada pelo jornalista em uma publicação na rede social X.
Segundo Trump, qualquer participação de Omã que, na avaliação dele, prejudique as tratativas poderá provocar uma resposta militar americana. O presidente afirmou que o país seria bombardeado e destruído caso “se intrometa” no acordo em discussão. As conversas entre autoridades omanenses e iranianas ocorrem paralelamente aos contatos mantidos por Washington sobre a situação no Estreito de Ormuz.
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Além das ameaças dirigidas a Omã, Trump voltou a pressionar o governo iraniano para que abandone o confronto. Na entrevista, o presidente americano declarou que Teerã deveria “hastear a bandeira branca e se render”. A manifestação reforça a postura de máxima pressão adotada por Trump nas negociações e aumenta a tensão em torno de uma das principais rotas marítimas para o transporte internacional de petróleo.
O Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio mundial de energia e qualquer instabilidade na região pode provocar impactos além das fronteiras dos países envolvidos. As declarações de Trump ocorrem enquanto diferentes canais diplomáticos buscam influenciar o futuro da passagem marítima e reduzir os riscos de uma escalada militar. Até o momento, o presidente americano não apresentou detalhes sobre quais ações de Omã seriam consideradas uma interferência nas negociações.
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