Trump manda reduzir exercícios militares com Coreia do Sul
Presidente dos EUA considerou as manobras um sinal “inadequado e hostil” à Coreia do Norte e citou sua relação com Kim Jong Un
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta segunda-feira (17) a redução dos exercícios militares conjuntos realizados pelos EUA e pela Coreia do Sul. A decisão ocorreu poucas horas antes do início das manobras, chamadas de Escudo de Liberdade Ulchi.
Trump justificou a medida alegando que os exercícios representam um sinal “inadequado e hostil” para a Coreia do Norte. O republicano também destacou sua relação com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e afirmou que Pyongyang tem mantido uma postura respeitosa e sem ameaças desde seu retorno à Casa Branca, em 2025.
Apesar da ordem de Trump, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul informou que os exercícios seguem conforme o planejamento. As manobras simulam operações de combate contra forças norte-coreanas e contam com a participação de militares dos dois países. No domingo (16), Trump criticou novamente os exercícios em sua plataforma Truth Social. Segundo ele, as atividades são caras e transmitem uma mensagem inadequada à Coreia do Norte. No sábado (15), o presidente americano publicou uma fotografia de seu encontro com Kim Jong Un em 2019 e afirmou estar insatisfeito com a realização das manobras.
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Trump disse que, como já era tarde para cancelar completamente os exercícios, ordenou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que reduzisse “substancialmente” a participação americana. A decisão provocou críticas nos Estados Unidos. O senador democrata Jack Reed afirmou que a medida pode enviar um sinal negativo a China e Rússia sobre o compromisso de Washington com seus aliados.
Na Coreia do Sul, o governo afirmou esperar que a aproximação entre Trump e Kim Jong Un contribua para a retomada do diálogo entre Washington e Pyongyang. Especialistas, porém, avaliam que a redução dos exercícios pode prejudicar a coordenação militar entre Estados Unidos e Coreia do Sul e enfraquecer a capacidade de dissuasão na região. A Coreia do Norte considera as manobras preparativos para uma invasão. Na semana passada, Pyongyang condenou os exercícios e lançou um míssil balístico sobre o Mar do Japão.
Os Estados Unidos mantêm cerca de 28,5 mil militares na Coreia do Sul, como parte da estratégia de defesa do país diante das ameaças militares norte-coreanas. As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra desde o fim dos combates, em 1953, já que o conflito foi encerrado por um armistício, e não por um tratado de paz.
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