terça-feira, 29 de setembro de 2026
ONU

Violência contra trabalhadores humanitários atinge novo patamar em zonas de conflito

ONU alerta para aumento da insegurança e destaca uso de drones armados em ataques contra civis e equipes de ajuda

Eduardo Silvapor em
Violência contra trabalhadores humanitários atinge novo patamar em zonas de conflito
Foto: Juan Rojo/Flickr

O ano de 2025 terminou com 350 trabalhadores humanitários mortos em diferentes regiões do mundo, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). Gaza concentrou 186 dessas mortes, enquanto o Sudão registrou outras 71 vítimas. O levantamento aponta que a violência continua atingindo profissionais envolvidos diretamente na assistência a populações afetadas por guerras e crises.

Ao todo, 907 integrantes de equipes humanitárias foram assassinados, feridos ou sequestrados durante 2025, conforme informações do banco de dados da organização Humanitarian Outcomes. Apesar do número de mortes ter recuado em relação a 2024, quando 377 trabalhadores foram assassinados, a ONU considera o cenário extremamente grave. Desde janeiro de 2026, mais 82 profissionais morreram, 97 ficaram feridos e 39 foram sequestrados em diferentes países.

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Para Tom Fletcher, chefe humanitário das Nações Unidas, mais de mil trabalhadores humanitários foram mortos em apenas três anos, situação que classificou como “completamente inaceitável”. Ele defendeu que os governos cumpram as normas do direito internacional humanitário e adotem medidas concretas para proteger civis e profissionais que atuam em áreas de conflito. Fletcher também cobrou responsabilização dos responsáveis por violações dessas regras.

A ONU também manifestou preocupação com a expansão do uso de drones armados, considerados uma ameaça crescente por serem baratos e de fácil adaptação. No Sudão, esses equipamentos foram associados a 80% das mortes de civis registradas nos quatro primeiros meses de 2026, principalmente em ataques contra mercados e unidades de saúde. Fletcher afirmou que a tecnologia mudou, mas as normas que estabelecem limites para a guerra permanecem as mesmas.

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Tags:
onu trabalhadores humanitários violência

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