terça-feira, 16 de junho de 2026
Caso Master

Vorcaro pagou hospedagem para Hugo Motta e Ciro Nogueira em Lisboa, segundo PF

Auxiliar do ex-banqueiro reservou suítes para os parlamentares durante evento do ministro Gilmar Mendes, do STF

Thiago Borgespor Thiago Borges em 16 de junho de 2026
Vorcaro pagou hospedagem para Hugo Motta e Ciro Nogueira em Lisboa, segundo PF
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou a hospedagem do  presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em uma viagem dos parlamentares a Lisboa em 2024. 

A informação consta no material apreendido e analisado pela Polícia Federal (PF), segundo a Folha de S. Paulo. A viagem de Motta e Ciro aconteceu durante o Fórum Jurídico de Lisboa, evento idealizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, conhecido como Gilmarpalooza. 

Segundo a Folha, Vorcaro disse a um auxiliar, no dia 18 de junho, que precisaria de reservas em Lisboa entre os dias 24 a 30. As suítes, reservadas no hotel Four Seasons, seriam para o próprio Vorcaro e também para “Ciro e Hugo”. No documento da PF obtido pela Folha, as autoridades “acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior”.

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Em áudio enviado para auxiliar, Vorcaro disse: “Preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro”. 

O ex-banqueiro ainda reiterou que ninguém poderia entrar ao local sem identificação prévia. “Pode ser o papa que não pode entrar ninguém que não esteja na lista”. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços de Ciro Nogueira em maio, em uma fase da Operação Compliance Zero. O presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro é investigado por suspeitas de que recebia “mesada” do dono do Banco Master, entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

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