Seu pet é realmente feliz? Veja os sinais que ajudam a descobrir
Animação e carinho não bastam para avaliar o bem-estar de cães e gatos; mudanças de comportamento também podem indicar que algo não vai bem
Um cachorro que corre pela casa, abana o rabo e procura o tutor constantemente parece feliz. Mas esses comportamentos, quando observados isoladamente, não são suficientes para afirmar que o animal está bem. Com cães e gatos, reconhecer o bem-estar exige atenção à saúde, ao comportamento, à rotina e até aos momentos de descanso.
Segundo a médica-veterinária, zootecnista, profissional de comportamento animal e adestradora Marcela Barbieri, ouvida pelo portal Cães&Gatos, o bem-estar envolve fatores físicos, emocionais e comportamentais.
Para entender se o animal está vivendo bem, é importante observar se ele se alimenta e dorme adequadamente, demonstra interesse pelo ambiente, tem disposição para atividades compatíveis com a idade, consegue relaxar e mantém interações sociais.
Também é necessário permitir que cães e gatos expressem comportamentos naturais de cada espécie. Para os cachorros, isso inclui oportunidades para farejar, explorar e mastigar. Os gatos, por sua vez, precisam poder escalar, arranhar, se esconder, explorar e praticar comportamentos relacionados à caça.
Isso não significa que exista uma lista de comportamentos capaz de definir se qualquer animal está feliz. Espécie, idade, condições de saúde, personalidade e histórico precisam ser considerados. Por isso, conhecer o comportamento habitual do próprio pet é fundamental.
Abanar o rabo nem sempre significa felicidade
Um dos sinais mais facilmente interpretados de maneira equivocada pelos tutores é o movimento da cauda dos cães. Abanar o rabo geralmente demonstra excitação emocional, mas essa emoção não precisa ser positiva. Um cachorro também pode fazer isso diante de uma situação de tensão ou conflito.
Outros comportamentos merecem atenção quando aparecem repetidamente ou representam uma mudança no padrão do animal. Entre eles estão bocejar com frequência, lamber os lábios, apresentar agitação excessiva, seguir uma pessoa incessantemente e solicitar atenção o tempo todo.
Irritabilidade, isolamento, alterações no sono, redução das brincadeiras, vocalização, comportamento destrutivo, eliminação inadequada e menor tolerância ao toque também podem indicar que alguma necessidade não está sendo atendida ou até a existência de um problema de saúde.
Essas mudanças, porém, não devem ser automaticamente consideradas problemas comportamentais. Diferentes condições podem provocar alterações na maneira como o animal age e uma avaliação profissional pode ser necessária para identificar a causa.
A rotina também tem papel importante. Um passeio no qual o cachorro tenha oportunidade de farejar, por exemplo, pode oferecer estímulos relevantes. Para gatos, locais elevados, esconderijos, arranhadores e brincadeiras que simulem comportamentos de caça ajudam no enriquecimento do ambiente.
E existe outro cuidado que pode passar despercebido: o pet também precisa não fazer nada. Descanso faz parte das necessidades do animal e uma rotina saudável deve equilibrar estímulos, brincadeiras, interação e períodos reais de relaxamento.
Mais do que tentar manter um cão ou gato animado durante todo o tempo, o bem-estar depende de proporcionar condições para que necessidades físicas, emocionais e comportamentais sejam atendidas.
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