Prefeitura de Goiânia pode chegar a R$ 1 bi em empréstimos na gestão Mabel
Novo projeto enviado pelo prefeito à Câmara Municipal é a terceira operação de crédito buscada pela administração desde dezembro de 2025
A Prefeitura de Goiânia encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que autoriza a contratação de um empréstimo de R$ 590 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A proposta, de autoria do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), foi lida na sessão ordinária da última terça-feira (18) e representa a terceira operação de crédito buscada pelo Paço Municipal desde o início da gestão. Somados os três pedidos, os valores chegam a R$ 1,034 bilhão.
O novo financiamento seria contratado por meio do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), que é gerido pelo BNDES, e contaria com garantia da União. De acordo com o projeto do Executivo municipal, os recursos serão destinados ao financiamento de investimentos em mobilidade urbana, infraestrutura resiliente, drenagem urbana, recuperação ambiental, eficiência energética e revitalização urbana.
A proposta chega ao Legislativo oito meses depois de a Câmara Municipal aprovar a primeira operação de crédito da gestão Mabel. Em dezembro de 2025, os vereadores autorizaram a prefeitura a contratar R$ 132 milhões junto ao BNDES. Os recursos do primeiro empréstimo têm como objetivo financiar a modernização tecnológica da administração municipal, o que inclui sistemas de gestão pública e da área tributária.
Em junho, a Câmara também autorizou uma operação de US$ 60 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com garantia da União. O valor corresponde a cerca de R$ 313 milhões na cotação atual e será utilizado para execução da segunda etapa do Programa Urbano Ambiental Macambira-Anicuns (Puama II).
À época, o empréstimo de US$ 60 milhões para o Puama II foi aprovado apesar da desconfiança de parte dos vereadores com a falta de transparência no projeto. Uma emenda da vereadora Aava Santiago (PSB) que obrigava o Executivo municipal a prestar contas à Câmara, em até 60 dias da assinatura do contrato, foi rejeitada.
Obras do novo empréstimo
Segundo o projeto enviado ao Legislativo, entre as obras previstas a serem executadas com o empréstimo de R$ 590 milhões requerido pela prefeitura está a construção de 18 pontes e travessias, com custo estimado de R$ 102,39 milhões, além de uma requalificação na Marginal Botafogo para evitar os riscos de inundação na via e a implantação do Parque Linear Barreiro, na Região Sudoeste da Capital, cada um com investimento estimado em R$ 100 milhões.
O financiamento ainda prevê uma recuperação ambiental no Parque Buracão, no valor de R$ 80 milhões. Além disso, as intervenções na região do Córrego Cascavel irão custar R$ 122 milhões no total, para a implantação do Parque Linear Atlântico (R$ 50 milhões); de um sistema de microdrenagem no Jardim Atlântico (R$ 50 milhões); e a construção de uma bacia de retenção na região (R$ 22 milhões).
O texto também prevê a destinação de R$ 50 milhões para o conjunto de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), que engloba a construção de jardins de chuva, corredores verdes, arborização urbana, infraestrutura cicloviária integrada à infraestrutura verde e demais intervenções voltadas à “promoção de um ambiente urbano mais sustentável e resiliente”. Com os recursos do empréstimo, a prefeitura também prevê a requalificação do Bosque dos Buritis, no Setor Oeste, com custo de R$ 30 milhões.
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