Angelina Jolie afirma que sente o tempo se esgotar e espera a morte
A atriz Angelina Jolie afirmou que a experiência com o câncer em sua família influenciou a maneira como enxerga o tempo, a vida e a criação dos filhos. As declarações foram feitas em entrevista à revista Variety durante a divulgação do filme Vidas Entrelaçadas, no qual interpreta uma diretora de filmes de terror diagnosticada com […]
A atriz Angelina Jolie afirmou que a experiência com o câncer em sua família influenciou a maneira como enxerga o tempo, a vida e a criação dos filhos. As declarações foram feitas em entrevista à revista Variety durante a divulgação do filme Vidas Entrelaçadas, no qual interpreta uma diretora de filmes de terror diagnosticada com câncer de mama.
Segundo a atriz, a morte precoce de familiares fez com que ela nunca desenvolvesse a sensação de que teria uma vida longa. Ela também destacou que já ultrapassou a idade em que sua mãe recebeu o diagnóstico de câncer.

Histórico familiar marcado pela doença
Angelina Jolie relembrou que a mãe morreu aos 56 anos em decorrência de um câncer de ovário. Além disso, a avó também faleceu pela mesma enfermidade. De acordo com a atriz, essas perdas tiveram influência direta na forma como passou a compreender a possibilidade da morte e a própria passagem do tempo.
Leia também: Márcia Sensitiva afirma que Vini Jr. e Virginia Fonseca podem reatar namoro
Em 2013, a artista anunciou que havia realizado uma dupla mastectomia preventiva após descobrir ser portadora do gene BRCA1. A mutação genética está associada ao aumento do risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.

Decisão preventiva e impacto pessoal
A atriz explicou que o conhecimento sobre o risco genético teve impacto significativo em sua trajetória pessoal. Desde então, ela tem falado publicamente sobre a importância de conhecer o histórico familiar e buscar acompanhamento médico adequado diante de fatores de risco hereditários.
Além disso, Angelina afirmou que a percepção de vulnerabilidade também influencia suas escolhas e a forma como administra o tempo. Segundo ela, a sensação de que o tempo está se esgotando a leva a agir com rapidez e dificulta a vivência plena do momento presente.

Relação com os filhos e percepção da finitude
Durante a entrevista, a atriz também comentou que procura educar os filhos considerando a possibilidade de sua ausência no futuro. Ela afirmou que aborda a morte como uma realidade concreta e que essa perspectiva faz parte de sua relação familiar.
As declarações ocorreram em meio à divulgação de seu novo trabalho no cinema e reacenderam discussões sobre prevenção, histórico familiar de câncer e os impactos emocionais provocados pela convivência com a doença.