quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Dor crônica afeta 30% dos adultos e ainda é pouco debatida no Brasil

Condição ligada à fibromialgia, lombalgia e enxaqueca impacta saúde mental, relacionamentos e produtividade; especialista alerta para necessidade de cuidado multidisciplinar

Luana Avelarpor Luana Avelar em 18 de junho de 2026
dor
Foto divulgação

A dor crônica se consolidou como um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI e ainda recebe pouca atenção em debates públicos, políticas de saúde e dentro do ambiente familiar. Caracterizada por sintomas persistentes por mais de três meses, a condição afeta cerca de 30% da população adulta no mundo e cresce de forma significativa no Brasil.

No país, fibromialgia, lombalgia, enxaqueca crônica e dores musculoesqueléticas estão entre as principais causas de sofrimento prolongado e redução da qualidade de vida. Além dos impactos físicos, a dor crônica está diretamente associada ao aumento dos índices de ansiedade, depressão, estresse e isolamento social.

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Para a psicóloga Jordana Ribeiro, compreender essa dimensão emocional é fundamental. “A dor crônica modifica a forma como a pessoa se relaciona com o mundo, com sua rotina e consigo mesma. Quando não há acolhimento adequado, o sofrimento emocional tende a se intensificar e criar um ciclo difícil de romper”, explica.

O impacto econômico da condição também chama atenção. A dor crônica está entre as principais causas de afastamentos do trabalho, aposentadorias precoces e redução da produtividade. Especialistas alertam que os custos indiretos gerados pela condição podem representar bilhões de reais anualmente, afetando empresas, famílias e os sistemas de saúde.

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A convivência diária com sintomas persistentes pode comprometer relacionamentos, carreira profissional e autoestima. Muitas vezes, o sofrimento emocional torna-se tão incapacitante quanto a própria dor física.

Para Jordana Ribeiro, romper o silêncio em torno do tema é urgente. “Precisamos parar de tratar a dor apenas como um sintoma isolado. Ela é uma condição complexa que exige cuidado multidisciplinar, informação e empatia. Quanto mais falamos sobre o tema, mais pessoas conseguem buscar ajuda e tratamento adequado”, conclui.

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