quinta-feira, 30 de julho de 2026
Uma Escrita que Nos Caiba

Letramento racial e criação audiovisual pautam palestra gratuita em Goiânia

Encontro acontece no dia 6 de agosto, no Núcleo Antirracismo na Poética Cênica (NAPOEC), Campus Samambaia, com vagas gratuitas voltadas a estudantes de audiovisual, arte-educadores e comunidade em geral

Luana Avelarpor Luana Avelar em 30 de julho de 2026 às 18:00
Letramento racial

Refletir sobre quem conta as histórias, de que forma elas são construídas e quais vozes ocupam o centro das narrativas. Essa é a proposta da palestra “Uma Escrita que Nos Caiba: Construção de Narrativas Racializadas”, que será realizada na quinta-feira, 6 de agosto, às 18h30, no Núcleo Antirracismo na Poética Cênica (NAPOEC/UFG), no Instituto Artes da Cena (IAC) – no Câmpus Samambaia. A atividade é gratuita, oferece 30 vagas e integra as ações do projeto audiovisual “Gira Roda que Gira”, contemplado pelo edital de Desenvolvimento de Roteiros da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, viabilizado pelo Governo de Goiás – Secretaria de Estado da Cultura. A produção é da Bambolina e a palestra conta com o apoio do Napoec/UFG, um Núcleo antirracista, que busca valorizar a cultura afro-brasileira e suas contribuições para as artes da cena no Estado de Goiás e no Brasil.

Ministrada pela cineasta, roteirista e pesquisadora Rô Cerqueira, a palestra propõe uma discussão sobre o letramento racial aplicado à criação de roteiros, abordando como o audiovisual pode construir narrativas mais conscientes, representativas e comprometidas com a diversidade de experiências raciais.

Voltado a estudantes de audiovisual, arte-educadores e ao público interessado no tema, o encontro parte do processo de pesquisa e criação desenvolvido para a série infantil “Gira Roda que Gira”, projeto que acompanha a trajetória de Bárbara, uma menina negra que enfrenta a depressão infantil e encontra, nas artes circenses e no movimento do corpo, caminhos para reconstruir sua autoestima e seu pertencimento. A palestra compartilha as reflexões que deram origem à obra e amplia o debate sobre representatividade na produção audiovisual brasileira.

Além da formação artística, a iniciativa também contempla ações de acessibilidade, com intérprete de Libras durante toda a atividade, e reserva parte das vagas para pessoas com deficiência, reforçando o compromisso do projeto com a democratização do acesso à cultura.

De acordo com Rô Cerqueira, idealizadora do projeto e ministrante da pales “Toda escrita carrega uma visão de mundo”, a palestra nasce do desejo de compartilhar ferramentas para narrativas mais éticas, diversas e afetivas: “Quando falamos em narrativas racializadas, não estamos propondo um modelo único de contar histórias, mas convidando roteiristas, artistas e educadores a reconhecerem as estruturas que moldam nosso olhar. A oficina nasce do desejo de compartilhar ferramentas para que possamos construir narrativas mais éticas, diversas e afetivas, onde diferentes experiências possam existir com complexidade e dignidade.”, comenta a cineasta.

Sobre Rô Cerqueira
Rô Cerqueira é bacharel em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em História da Arte pela UERJ e mestre em Cenografia pela UNIRIO. Também possui especializações em Fotografia pela Universidade Candido Mendes e em Filosofia da Arte pelo IFITEG-GO.

Ao longo da carreira, Rô recebeu o Prêmio Interações Estéticas da Funarte pelos projetos Pensar a Imagem e Meu Querido Doc, tendo se tornado pesquisadora de artes integradas e instalações midiáticas. A criadora também é, fundadora do Coletivo de Atracões, coautora da websérie BARBAS e atua como diretora de arte, roteirista e diretora em produções para teatro e cinema, entre elas o curta Sob a Terra Vermelha, a minissérie Vila Mariote e o longa-documentário A Hora da Galhofa.

LEIA MAIS:

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:
Veja também