Bolsonaro presta depoimento à Polícia Civil sobre arma apreendida com segurança no DF
Ex-presidente foi ouvido em casa por determinação do STF; investigação pode influenciar decisão sobre manutenção da prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal no âmbito da investigação que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome e encontrada com um de seus seguranças durante uma blitz da Polícia Militar. A oitiva ocorreu na residência de Bolsonaro e durou cerca de cinco minutos, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o advogado Paulo da Cunha Bueno, o ex-presidente apenas reiterou as informações já apresentadas anteriormente pela defesa. Os advogados sustentam que Bolsonaro solicitou apenas a verificação de uma falha mecânica em uma pistola Glock calibre 9 milímetros, registrada desde 2019. De acordo com a versão apresentada ao STF, a arma foi entregue a um militar com experiência em armamentos para avaliação e eventual manutenção após a constatação de um problema no mecanismo.
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A investigação ganhou força após Moraes pedir esclarecimentos sobre a presença do armamento e o motivo do pedido de reparo próximo ao término do período de prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente. O ministro também questiona como a arma deixou o local onde Bolsonaro cumpre a medida cautelar, uma vez que veículos que saem da residência estão sujeitos a procedimentos de fiscalização. A Polícia Militar informou que os automóveis utilizados pelos seguranças permanecem estacionados em área pública e, por isso, não passam pelas vistorias realizadas dentro do condomínio.
Além do depoimento de Bolsonaro, a Polícia Civil ainda deve ouvir o segurança que transportava a arma e aguarda a conclusão da perícia no armamento apreendido. O resultado das diligências poderá influenciar a análise sobre a continuidade da prisão domiciliar do ex-presidente, cujo prazo de 90 dias termina na quinta-feira (25). A decisão final caberá ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal.