terça-feira, 14 de julho de 2026
"Sou testemunha dele"

Haddad sai em defesa de Jaques Wagner

Ex-ministro da Fazenda disse que depõe em favor do senador “onde ele quiser”

Thiago Borgespor Thiago Borges em 23 de junho de 2026 às 16:29
Haddad sai em defesa de Jaques Wagner
Foto: Diogo Zacarias/MF

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta terça-feira (23). 

Em entrevista à coluna da Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, Haddad afirmou que é testemunha da atuação do líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado. 

“Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição”, afirmou o ex-ministro. Haddad disse que pode depor em favor de Jaques “onde ele quiser”.

O parlamentar foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na última semana. Jaques Wagner é investigado pelas autoridades por supostamente atuar no Congresso em favor dos interesses dos ex-banqueiros Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Augusto Lima, dono do Banco Pleno.  

Lima, que é apontado pela PF como um aliado estratégico de Vorcaro, possui uma relação de longa data com o senador petista, segundo as autoridades. 

O tom de Haddad em relação à situação de Jaques mudou. Logo após a operação na última semana, o ex-ministro afirmou que lamentaria “se uma pessoa próxima a mim errou” e que sua torcida era para que a justiça fosse feita.

A PF apura se o senador teria atuado em favor da “emenda Master”, apresentada no âmbito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede autonomia financeira ao Banco Central (BC) pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). 

A proposta visava aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão e teria sido redigida por assessores de Vorcaro. A defesa de Jaques nega que o senador tenha atuado em prol do avanço da proposição de Ciro.

Segundo Haddad, o senador influiu contra o Master a pedido dele próprio. “Conversamos sobre essa emenda e eu expliquei a situação e a necessidade de votarmos contra. Ele entendeu, concordou e encaminhou a votação nesse sentido. Sou testemunha de que ele atuou contra o Master. Jaques Wagner bloqueou os interesses do banco no Senado, e não o contrário”, afirmou.

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