terça-feira, 23 de junho de 2026
"Sou testemunha dele"

Haddad sai em defesa de Jaques Wagner

Ex-ministro da Fazenda disse que depõe em favor do senador “onde ele quiser”

Thiago Borgespor Thiago Borges em 23 de junho de 2026
Haddad sai em defesa de Jaques Wagner
Foto: Diogo Zacarias/MF

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta terça-feira (23). 

Em entrevista à coluna da Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, Haddad afirmou que é testemunha da atuação do líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado. 

“Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição”, afirmou o ex-ministro. Haddad disse que pode depor em favor de Jaques “onde ele quiser”.

O parlamentar foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na última semana. Jaques Wagner é investigado pelas autoridades por supostamente atuar no Congresso em favor dos interesses dos ex-banqueiros Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Augusto Lima, dono do Banco Pleno.  

Lima, que é apontado pela PF como um aliado estratégico de Vorcaro, possui uma relação de longa data com o senador petista, segundo as autoridades. 

O tom de Haddad em relação à situação de Jaques mudou. Logo após a operação na última semana, o ex-ministro afirmou que lamentaria “se uma pessoa próxima a mim errou” e que sua torcida era para que a justiça fosse feita.

A PF apura se o senador teria atuado em favor da “emenda Master”, apresentada no âmbito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede autonomia financeira ao Banco Central (BC) pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). 

A proposta visava aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão e teria sido redigida por assessores de Vorcaro. A defesa de Jaques nega que o senador tenha atuado em prol do avanço da proposição de Ciro.

Segundo Haddad, o senador influiu contra o Master a pedido dele próprio. “Conversamos sobre essa emenda e eu expliquei a situação e a necessidade de votarmos contra. Ele entendeu, concordou e encaminhou a votação nesse sentido. Sou testemunha de que ele atuou contra o Master. Jaques Wagner bloqueou os interesses do banco no Senado, e não o contrário”, afirmou.

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