terça-feira, 14 de julho de 2026
Celina Leão

Celina Leão determina auditoria externa para apurar descontos em folha de servidores do DF

Governo também abrirá processo disciplinar e busca mecanismos para garantir ressarcimento caso irregularidades sejam confirmadas

Victor Silvapor Victor Silva em 23 de junho de 2026 às 14:39
Celina Leão determina auditoria externa para apurar descontos em folha de servidores do DF
Governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) | Divulgação/Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou a realização de uma auditoria externa na folha de pagamento do Governo do Distrito Federal (GDF) para investigar possíveis irregularidades em descontos aplicados aos contracheques de servidores ativos, aposentados e pensionistas. A medida ocorre em meio às apurações sobre cobranças realizadas por meio de serviços de antecipação salarial vinculados à administração pública.

Além da contratação da auditoria independente, a Secretaria de Economia deverá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para examinar internamente os fatos. A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) também foi acionada para avaliar medidas legais que possam assegurar a devolução de valores aos servidores prejudicados, caso as investigações confirmem a existência de cobranças indevidas.

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A decisão foi tomada após o avanço das investigações da Operação Juros Zero, conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A ação apura um suposto esquema envolvendo descontos realizados diretamente na folha de pagamento dos servidores do DF. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão órgãos públicos, instituições financeiras e empresas ligadas à gestão e ao processamento dessas operações.

O caso ganhou força após auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) identificar crescimento expressivo nos descontos relacionados a um serviço de antecipação salarial. Segundo dados do órgão, os valores descontados passaram de R$ 11,7 milhões em 2024 para cerca de R$ 70 milhões nos oito primeiros meses de 2025. O tribunal já havia determinado a suspensão de novos descontos dessa modalidade após apontar possíveis irregularidades na cobrança de taxas associadas ao serviço.

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