terça-feira, 23 de junho de 2026
Celina Leão

Celina Leão determina auditoria externa para apurar descontos em folha de servidores do DF

Governo também abrirá processo disciplinar e busca mecanismos para garantir ressarcimento caso irregularidades sejam confirmadas

Victor Silvapor Victor Silva em 23 de junho de 2026
Celina Leão determina auditoria externa para apurar descontos em folha de servidores do DF
Governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) | Divulgação/Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou a realização de uma auditoria externa na folha de pagamento do Governo do Distrito Federal (GDF) para investigar possíveis irregularidades em descontos aplicados aos contracheques de servidores ativos, aposentados e pensionistas. A medida ocorre em meio às apurações sobre cobranças realizadas por meio de serviços de antecipação salarial vinculados à administração pública.

Além da contratação da auditoria independente, a Secretaria de Economia deverá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para examinar internamente os fatos. A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) também foi acionada para avaliar medidas legais que possam assegurar a devolução de valores aos servidores prejudicados, caso as investigações confirmem a existência de cobranças indevidas.

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A decisão foi tomada após o avanço das investigações da Operação Juros Zero, conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A ação apura um suposto esquema envolvendo descontos realizados diretamente na folha de pagamento dos servidores do DF. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão órgãos públicos, instituições financeiras e empresas ligadas à gestão e ao processamento dessas operações.

O caso ganhou força após auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) identificar crescimento expressivo nos descontos relacionados a um serviço de antecipação salarial. Segundo dados do órgão, os valores descontados passaram de R$ 11,7 milhões em 2024 para cerca de R$ 70 milhões nos oito primeiros meses de 2025. O tribunal já havia determinado a suspensão de novos descontos dessa modalidade após apontar possíveis irregularidades na cobrança de taxas associadas ao serviço.

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