quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Tosse, espirros e secreção: inverno aumenta risco de doenças respiratórias em cães e gatos

Especialistas alertam que filhotes, idosos e pets com doenças preexistentes estão entre os mais vulneráveis às enfermidades respiratórias durante os dias frios

Bia Salespor Bia Sales em 24 de junho de 2026
Tosse, espirros e secreção: inverno aumenta risco de doenças respiratórias em cães e gatos
(Imagem: Sonja Rachbauer/ Crédito: Shutterstock)

O inverno começou oficialmente no último dia 21 de junho e, além de exigir cuidados com a saúde das pessoas, também acende um alerta para os animais de estimação. As baixas temperaturas favorecem a circulação de doenças respiratórias em cães e gatos, principalmente porque os pets tendem a permanecer mais tempo em ambientes fechados e com menor ventilação, cenário ideal para a proliferação de vírus e bactérias.

Segundo especialistas, filhotes, idosos e animais com doenças preexistentes estão entre os grupos mais vulneráveis e podem desenvolver complicações mais graves caso o diagnóstico e o tratamento sejam tardios. Nos cães, uma das enfermidades mais comuns nesta época do ano é a chamada “tosse dos canis”, enquanto os gatos podem sofrer com o Complexo Respiratório Felino, que inclui doenças como a rinotraqueíte viral felina e infecções causadas pelo calicivírus.

Os sinais de alerta incluem tosse, espirros frequentes, secreção nasal ou ocular, apatia, perda de apetite e, em casos mais graves, dificuldade para respirar. Especialistas orientam que o atendimento veterinário seja procurado sempre que os sintomas surgirem ou apresentarem piora progressiva.

A transmissão dessas doenças ocorre principalmente por meio de secreções respiratórias, eliminadas durante tosses e espirros, mas também pode acontecer por objetos compartilhados, como comedouros, brinquedos e caixas de transporte. Ambientes com grande circulação de animais, como hotéis e creches para pets, merecem atenção redobrada.

A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Embora não elimine completamente o risco de infecção, ela reduz significativamente a gravidade dos sintomas e as chances de complicações. Além disso, especialistas recomendam manter os ambientes limpos e ventilados, oferecer um local protegido do frio e da umidade e evitar a exposição de animais não vacinados a locais com grande concentração de outros pets.

Pequenas mudanças de comportamento também merecem atenção, especialmente em animais idosos. Dificuldade para se levantar, menos disposição para brincar e permanência prolongada em locais quentes podem ser sinais de desconforto causado pelas baixas temperaturas.

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