quarta-feira, 1 de julho de 2026
Alcolumbre

Alcolumbre sai em defesa de Jaques Wagner após operação da PF

Presidente do Senado afirma que prerrogativas parlamentares precisam ser preservadas e critica a criminalização da atividade política.

Victor Silvapor Victor Silva em 1 de julho de 2026
Alcolumbre sai em defesa de Jaques Wagner após operação da PF
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a Casa atuará no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender as prerrogativas do senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado em operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro André Mendonça. Segundo Alcolumbre, algumas medidas adotadas no caso comprometeriam o exercício do mandato parlamentar.

Durante discurso no plenário, Alcolumbre declarou que conversou com Wagner na última sexta-feira (26) e defendeu a preservação da presunção de inocência. Ele citou a necessidade de garantir o acesso do senador às verbas indenizatórias utilizadas para despesas como aluguel do escritório parlamentar, locação de veículo, envio de correspondências e pagamento de telefone, embora essas restrições não constem na decisão judicial tornada pública.

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A operação da Polícia Federal apura suspeitas de que Wagner teria recebido benefícios dos antigos controladores do Banco Master, entre eles ingressos para shows, uso de aeronaves e um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões. Na ação, também foram apreendidos US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados ao senador. Wagner afirma que os valores são provenientes de diárias não utilizadas em viagens oficiais ao exterior e nega ter atuado em favor da instituição financeira no Congresso.

O senador deixou a liderança do governo no Senado após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sustenta que é inocente. Em manifestação ao STF, pediu a anulação das buscas realizadas pela Polícia Federal, destacando que não foi denunciado nem responde como réu no caso. Alcolumbre afirmou ainda que operações dessa natureza acabam antecipando condenações perante a opinião pública e criticou o que classificou como um processo de criminalização da política brasileira.

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