sexta-feira, 3 de julho de 2026
SEM CARGO

Carlos Bolsonaro deixa cargo no PL e abre mão de salário de R$ 38 mil

Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina afirma que decisão busca evitar questionamentos sobre eventual conflito entre direção partidária e candidatura

Luma Silveirapor Luma Silveira em 3 de julho de 2026
Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro anunciou a saída da direção nacional do PL e abriu mão do salário de R$ 38 mil | Foto: Agência Brasil

Carlos Bolsonaro anunciou que deixou o cargo de direção nacional do Partido Liberal, função pela qual recebia salário de R$ 38 mil mensais. A decisão foi divulgada por meio de uma publicação nas redes sociais, na qual o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro justificou o afastamento como uma medida para evitar questionamentos sobre sua pré-candidatura ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026.

Na postagem publicada no X, Carlos afirmou que 1º de julho marcava o prazo final para a descompatibilização entre o vínculo de dirigente partidário e uma candidatura eleitoral. Segundo ele, existem diferentes interpretações sobre a necessidade formal de afastamento, mas, para evitar controvérsias, optou por deixar o cargo.

Em sua manifestação, o vereador licenciado afirmou que preferiu abrir mão da função para garantir que o processo eleitoral transcorra sem brechas para contestações. Ele também ressaltou que a decisão foi tomada em nome da transparência e da responsabilidade política, rechaçando, segundo escreveu, “artimanhas políticas” e “interpretações” que possam gerar questionamentos futuros.

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“Hoje era o prazo final para a descompatibilização do vínculo de dirigente partidário e candidatura. Há diversos entendimentos desta linha de ação, de necessidade de firmar o ato ou não; contudo, para evitar problemas, abrimos mão do cargo”, escreveu.

Carlos também declarou que a decisão busca assegurar que “todo o processo siga sem qualquer margem para interpretações da Justiça Eleitoral”. Na sequência, afirmou que seguirá atuando politicamente com “responsabilidade”, “transparência” e “jogando aberto”.

A saída de Carlos ocorre em um momento de movimentação interna dentro do PL. Nos últimos dias, Michelle Bolsonaro também anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, braço feminino da legenda que comandava desde 2023.

A decisão de Michelle ocorreu em meio ao desgaste gerado por divergências dentro do núcleo bolsonarista, especialmente após o episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. O movimento simultâneo de dois nomes centrais da família Bolsonaro tem ampliado especulações sobre uma reorganização de forças dentro do partido.

Embora Carlos apresente a decisão como uma medida preventiva ligada ao processo eleitoral, o timing da saída também chama atenção pelo contexto político interno do PL. Com as articulações para 2026 ganhando força, a legenda começa a redesenhar espaços de influência entre os principais nomes do bolsonarismo.

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