Humberto Teófilo aposta em segundo voto da direita na disputa pelo Senado
Pré-candidato do Novo afirma que pesquisas o colocam como principal destino do segundo voto do eleitorado de Gustavo Gayer, defende impeachment de ministros do STF e faz críticas aos governos de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela
O pré-candidato ao Senado Federal, delegado Humberto Teófilo (Novo), visitou o Grupo O HOJE na última sexta-feira (3) e participou do programa Momento Político. Na entrevista, Teófilo trata sobre a disputa pelo segundo voto do eleitorado à direita, defende o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e critica os governos de Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB).
Na entrevista conduzida pelos jornalistas Wilson Silvestre e Bruno Costa, o delegado comenta a disputa pelo eleitorado conservador e reconhece que o deputado federal Gustavo Gayer (PL) concentra a preferência da direita para uma das vagas ao Senado.
Porém, Teófilo sustenta que pesquisas às quais teve acesso apontam que o segundo voto desse segmento teria migrado para sua pré-candidatura. A base do senador e pré-candidato ao governo estadual, Wilder Morais (PL), ainda conta com a pré-candidatura à Casa Alta do vereador Oséias Varão (PL).
“Com todo respeito ao Oseias Varão, que é um grande parlamentar, honesto, conservador de direita, mas as pesquisas pelas quais eu tenho recebido, que eu nunca paguei nenhuma delas, apontam que o segundo voto do Gustavo Gayer estão sendo direcionados ao delegado Humberto”, afirma.
Apesar disso, o delegado avalia que a manutenção de três pré-candidaturas competitivas no campo da direita aliadas a Wilder tende a fragmentar o eleitorado. Segundo o pré-candidato, a tendência é que Varão permaneça na disputa e não haja composição entre os dois nomes. “A tendência é manter. Claro, as nossas três pré-candidaturas divide a direita e acabam prejudicando todos. Isso é claro”, declara.
Teófilo diz que sua estratégia será consolidar os votos do eleitorado conservador e, posteriormente, conquistar os indecisos. Sem citar nominalmente a adversária, critica a pré-candidata apoiada pelo grupo governista, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), ao afirmar que a oponente é “beneficiada” pelo legado político do ex-governador.
“A pré-candidata do lado de lá é do Centrão. Entretanto, ela tem um sobrenome que acaba capitalizado em razão de que o ex-governador saiu com uma aprovação altíssima”, diz Teófilo. “E beneficia não é porque ela trabalhou muito não, a beneficia porque tem esse sobrenome que faz ela ter esse voto direcionado. Mas, lá na frente, nós vamos convencer esses mais de 50% que estão indecisos e não sabem em que votar a ficar na direita de verdade”, frisa.
“Qual é o nosso objetivo? É capitalizar o máximo do voto da direita e fazer com que não vá pro outro lado, onde está o centrão. A gente quer que esse voto, esses 20% que o Gayer tem hoje, fique entre nós no segundo voto. Claro que quero a maioria comigo, mas também com o Oséias Varão. É buscar o voto da direita e mostrar para a população quem é verdadeiramente de direita e que o eleitor que quer uma mudança no Senado, tem que ficar do lado de cá”, afirma Teófilo.
O pré-candidato também declara que pretende ampliar sua presença entre os eleitores mais jovens. Segundo o delegado, levantamentos internos indicam que sua maior aceitação está entre pessoas de 18 a 22 anos. “[Entre] Os jovens de 18 a 22 anos é onde eu tenho mais voto. Nós vamos atuar de uma forma mais incisiva nessa questão dos jovens”, afirma.
Impeachment no STF
Questionado sobre as principais bandeiras que defenderá na campanha ao Senado, Teófilo afirma que uma de suas prioridades será o impeachment de ministros do STF. O pré-candidato critica o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar pedidos de afastamento de integrantes da Corte. “Sou favorável ao impeachment de ministro do STF. Nós precisamos fazer um novo presidente do Senado, nós precisamos destravar esses pedidos de impeachment inclusive do Alexandre Moraes”, declara.
O delegado também defende mudanças no Poder Judiciário e critica decisões de tribunais superiores que, segundo Teófilo, anulam operações policiais. “Se hoje nós temos uma grande operação de combate ao crime organizado, deflagrado pela Polícia Civil e deferido por um juiz de primeira instância, chega no STJ e um detalhezinho anula tudo. Chega no STF e anula tudo”, critica o delegado.
Insatisfação com Caiado e Daniel
Durante a entrevista, Teófilo defende a tese de que há insatisfação entre os policiais civis com a gestão de Caiado e Daniel. “Posso dizer que hoje o atual governo, tanto o anterior quanto o atual, tem mais de 80% de rejeição dos policiais.”
“Usaram a nossa imagem, a nossa farda, usaram todos os instrumentos que nós combatemos o crime, venderam para fora e nunca nos ajudaram. Se hoje nós temos uma das melhores seguranças públicas do Brasil, é em razão dos policiais. Independente de qualquer governo, hoje as polícias estaduais estão fazendo o seu papel”, destaca Teófilo.
O pré-candidato lembra que seu rompimento político com Caiado, ocorrido durante seu mandato de deputado estadual, ocorreu quando votou contra a reforma da previdência dos policiais. “Eu falei que não tinha como votar contra a polícia. Ninguém me obriga a votar eu sendo parlamentar. Eu voto conforme as minhas convicções”, conclui.
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