Plano de governo em Goiás: Wilder propõe gestão regional e foco em prazos
Candidato do PL promete fila única na saúde, descentralização administrativa e metas para os primeiros 100 dias
O senador e candidato ao Governo de Goiás, Wilder Morais (PL), apresenta seu plano de governo com a promessa de uma gestão descentralizada, com metas, prazos e acompanhamento dos resultados. Intitulado “Goiás para Quem Faz”, o documento registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece três eixos de atuação e 12 programas que, segundo a proposta, deverão orientar as ações das diferentes áreas do governo, caso o senador seja eleito.
As propostas partem do compromisso de preservar políticas consideradas bem-sucedidas pelo candidato ao governo. O documento ressalta que o Estado “recuperou a segurança, melhorou a educação, organizou as contas e voltou a investir”.
O plano de governo vai ao encontro com os discursos recentes do senador. Wilder já havia elogiado publicamente as políticas de segurança pública do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e os feitos da gestão de Marconi Perillo (PSDB), porém, com sinalizações de que seu projeto mira avançar nos gargalos do Estado.
Os três eixos são “Família Protegida”, voltado para saúde, educação, segurança, moradia e assistência social; “Desenvolvimento que Fica”, com foco em infraestrutura, energia, água, saneamento, conectividade e fortalecimento dos municípios; e “Prosperidade que Chega em Casa”, direcionado à qualificação profissional, empreendedorismo, microcrédito e atração de investimentos capazes de gerar renda local.
O plano também prevê o método “Governo que Entrega”, que mira a definição de responsáveis, custos e prazos para as ações. No documento, também consta as sete prioridades que receberiam acompanhamento direto de Wilder, como a criação de uma fila única para atendimentos de saúde, o reforço do combate a crimes digitais, a qualificação profissional baseada em vagas disponíveis no mercado e programas como o Primeiro Salário e a CNH do Trabalho.
Na saúde, Wilder propõe a “Minha Vez, Saúde com Data”, que permitiria ao paciente acompanhar sua posição na fila, a prioridade clínica, a previsão de atendimento e os próximos passos. O plano também prevê a criação da Tabela SUS Goiás, mecanismo para contratação de capacidade ociosa de hospitais privados e filantrópicos.
Na infraestrutura, a proposta é substituir intervenções pontuais pela manutenção programada das rodovias estaduais. O programa “Goiás Responde Rápido” prevê ainda recuperação de vias vicinais em parceria com municípios. O documento estabelece que nenhuma nova obra pública seja iniciada sem projeto executivo, orçamento garantido e previsão dos custos de manutenção.
Outro eixo da proposta é a descentralização. O plano prevê a instalação de dez núcleos de coordenação regional, baseados nas divisões de planejamento do Estado. Cada região teria uma agenda anual pactuada com prefeitos e comunidades, com até três projetos prioritários por ano. A intenção declarada é evitar a concentração das decisões em Goiânia e considerar as diferenças econômicas e sociais de cada região.
As regiões incluem a Região Metropolitana de Goiânia, Centro Goiano, Norte Goiano, Nordeste Goiano, Entorno do Distrito Federal, Sudeste Goiano, Sul Goiano, Sudoeste Goiano, Oeste Goiano e Noroeste Goiano. Para cada local, o plano aponta prioridades específicas.
O candidato também estabelece uma agenda para os primeiros 100 dias de eventual governo. Entre as metas estão a auditoria das filas da regulação da saúde, a publicação de um mapa regionalizado de vagas e salários, o inventário das rodovias, pontes e obras paradas e a definição de pelo menos 50 serviços públicos que terão prazo fixo de atendimento.
O candidato do PSDB ao Palácio das Esmeraldas, Marconi Perillo, era o único dos governadoriáveis que, até o fechamento desta edição, não havia publicado seu plano de governo. O prazo para apresentação das propostas, de acordo com a legislação eleitoral, termina neste sábado (15).
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