sábado, 15 de agosto de 2026
NEGÓCIOS

Goiás impulsiona mercado de saúde animal, que chega a R$ 12,8 bilhões no país

Pecuária e avicultura impulsionam setor, que cresceu 7,9% em 2025 e amplia espaço para tecnologia no campo

Otavio Augustopor Otavio Augusto em
Goiás impulsiona mercado de saúde animal, que chega a R$ 12,8 bilhões no país
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O mercado brasileiro de saúde animal encerrou 2025 em ritmo de crescimento. O setor movimentou R$ 12,8 bilhões, alta de 7,9% em relação a 2024, segundo dados consolidados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). O resultado mostra a dimensão de uma cadeia que envolve medicamentos veterinários, vacinas, antiparasitários e produtos biológicos e está diretamente ligada à produtividade do agronegócio.

O avanço ganha importância em estados onde a produção de proteína animal tem forte peso econômico, como Goiás. Com um dos maiores rebanhos bovinos do país e uma cadeia avícola em expansão, o estado concentra uma demanda significativa por soluções de prevenção, controle sanitário e melhoria da eficiência produtiva.

Pecuária bovina responde por quase metade do mercado

A cadeia de bovinos permaneceu como o principal mercado consumidor da indústria de saúde animal em 2025, respondendo por 47% do faturamento total. A avicultura também esteve entre os segmentos que mais avançaram, impulsionada pelo crescimento das exportações brasileiras e pela demanda internacional por proteína animal.

Entre as categorias de produtos, os biológicos e antiparasitários aparecem entre os principais destaques. O desempenho acompanha uma mudança na produção pecuária, que passou a incorporar cada vez mais tecnologias voltadas à prevenção de doenças, produtividade e eficiência sanitária.

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Em Goiás, esse cenário encontra uma cadeia produtiva de grande escala. O estado registrou 22,88 milhões de bovinos no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento da Agrodefesa. Nova Crixás liderou o rebanho estadual, com 797.484 animais, seguida por São Miguel do Araguaia e Porangatu.

A dimensão da atividade também aparece no abate. Em 2025, Goiás respondeu por 9,9% do abate nacional de bovinos, mantendo a terceira posição entre os estados, segundo dados do IBGE. O estado registrou ainda aumento de 244,87 mil cabeças abatidas na comparação com 2024.

Goiás amplia produção e demanda por sanidade

O peso da pecuária bovina ajuda a explicar por que a saúde animal tem importância estratégica para a economia goiana. Em 2025, o Valor Bruto da Produção (VBP) da bovinocultura no estado atingiu R$ 21 bilhões, recorde da série, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa). A atividade representou 17,3% do VBP total da agropecuária estadual e 52,3% do VBP da pecuária.

A avicultura também reforça esse mercado. Goiás se consolidou como principal polo da avicultura de corte do Centro-Oeste, respondendo por 58,3% do peso das carcaças abatidas na região. Entre 2020 e 2025, o estado registrou crescimento de 43% nos abates de frangos.

Em 2025, a carne de frango também teve forte presença nas exportações goianas. Para os países do Oriente Médio, a proteína gerou US$ 214,6 milhões em receitas para Goiás, e o bloco respondeu por 41,5% do valor total exportado pelo estado em carne de frango.

Tecnologia ganha espaço na prevenção

O crescimento do mercado de saúde animal acompanha, portanto, uma produção cada vez mais tecnificada. A preocupação com sanidade não está restrita ao tratamento de doenças depois que elas aparecem. A prevenção, o acompanhamento dos rebanhos e o uso de produtos biológicos e antiparasitários passaram a ter papel importante na busca por produtividade e eficiência.

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Para Goiás, esse movimento é particularmente relevante diante da dimensão das cadeias de bovinos, aves e suínos. No primeiro semestre de 2025, o estado registrou 2,05 milhões de suínos, enquanto o plantel de aves chegou a 118,6 milhões de galinhas declaradas. Rio Verde concentrava cerca de 15 milhões de galinhas e 800 mil suínos, destacando a força da integração agroindustrial na região.

Mercado pet perde participação, mas setor mantém expansão

Embora os animais de produção tenham puxado o crescimento de 2025, o mercado de animais de companhia continua fazendo parte da indústria de saúde animal. O segmento, porém, reduziu sua participação no faturamento total no ano, justamente porque as cadeias de bovinos e aves avançaram em ritmo mais acelerado.

O resultado de 2025 reforça uma tendência de expansão do setor. Levantamentos sobre a indústria apontam que o mercado mantém crescimento consistente há mais de uma década, sustentado pela incorporação de tecnologias sanitárias e pela necessidade de acompanhar a evolução da produção agropecuária.

 

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