segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Ex-primeira-dama

Michelle segue no PL, mas candidatura ao Senado ainda fica indefinida

Ex-primeira-dama descarta ida para o Republicanos após crise com Flávio Bolsonaro; decisão sobre disputa no Distrito Federal deve ficar para as convenções

Bruno Goulartpor em
Michelle Bolsonaro
Rumores ganharam força depois do desgaste público entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: PL Mulher

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro continuará filiada ao Partido Liberal, apesar das especulações sobre uma possível mudança para o Republicanos. A informação foi confirmada pela senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, que negou a saída de Michelle da legenda comandada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Michelle não vai sair do partido do qual o marido dela é presidente de honra”, afirmou. A assessoria da ex-primeira-dama também descartou qualquer negociação nesse sentido e reforçou que ela “jamais disse que iria para o Republicanos”.

Os rumores ganharam força depois do desgaste público entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro. A crise familiar teve grande repercussão política e abriu dúvidas sobre os próximos passos da ex-primeira-dama. Em meio ao episódio, Michelle deixou o comando do PL Mulher. Em nota, ela informou que a decisão foi tomada para dedicar mais tempo ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a saída do posto partidário aumentou as especulações sobre um possível afastamento da vida política.

Além disso, uma troca de partido neste momento teria impacto direto em uma eventual candidatura nas eleições deste ano. Pela legislação eleitoral, quem pretende disputar o pleito precisa estar filiado ao partido pelo menos seis meses antes da votação. Como o prazo terminou em 3 de abril, uma filiação ao Republicanos agora inviabilizaria uma candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal. Por isso, mesmo diante do desgaste interno, a permanência no PL também preserva a possibilidade de ela entrar na disputa.

Apesar da definição sobre o partido, a candidatura ao Senado ainda não está confirmada. Aliados afirmam que Michelle vive um momento de incerteza e que a decisão deve ficar para o período das convenções partidárias, previstas até 5 de agosto. Enquanto isso, integrantes do PL devem intensificar as conversas para tentar convencê-la a manter o projeto eleitoral. A avaliação dentro da legenda é que a ex-primeira-dama continua sendo um nome importante para mobilizar o eleitorado conservador no Distrito Federal.

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filiação Michelle Bolsonaro PL

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