quarta-feira, 8 de julho de 2026
COPA DO MUNDO 2026

Brasil lidera produção de conteúdo sobre a Copa do Mundo

Um em cada cinco vídeos publicados no mundo sobre as seleções do torneio envolve o Brasil; Argentina aparece em segundo, com 1,4 bilhão de interações

Luana Avelarpor Luana Avelar em 7 de julho de 2026
Copa

Desde o início do torneio, um em cada cinco vídeos publicados nas redes sociais sobre as seleções participantes diz respeito ao Brasil, segundo dados da Winnin, plataforma de inteligência cultural baseada em inteligência artificial. O país lidera em volume de conteúdo, engajamento e visualizações, representando 20,1% de tudo que é publicado no mundo sobre o torneio.

O levantamento considera publicações no Instagram, TikTok, YouTube, Facebook e Twitch entre 11 e 29 de junho. No período, o Brasil acumulou 1,7 bilhão de engajamentos, à frente de Argentina, com 1,4 bilhão, Portugal, com 926,3 milhões, e México, com 518,3 milhões.

Do total de engajamento gerado sobre o Brasil, 57,5% partiu de dentro do país e 42,5% de fora. O alcance internacional, no entanto, não é novidade trazida pela Copa. Em uma janela de três meses anterior ao torneio, metade do engajamento sobre o Brasil nas redes sociais já vinha do exterior.

O Brasil torcendo pelos outros

Os dados da Winnin revelam um comportamento curioso: o Brasil concentra 23% de toda a conversa global sobre Cabo Verde na Copa, 14% sobre Curaçao e 11,8% sobre o Paraguai. Para Gian Martinez, CEO da Winnin, a explicação está na afinidade cultural. “São times que o torcedor brasileiro parece ter adotado quando o Brasil não está em campo, seja por afinidade com algum jogador, seja por rivalidade histórica tratada com bom humor”, afirma.

Cultura latina como motor

O protagonismo brasileiro reflete um movimento mais amplo da cultura latina nas redes sociais. No último ano, o engajamento com conteúdo latino gerou 73% mais interações fora dos países da América Latina do que dentro deles. Na Europa, 53,2% do engajamento com conteúdo latino está relacionado ao esporte. Na Ásia e no Pacífico, esse índice é de 47,7%; na América do Norte, 30,5%.

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Um terço do engajamento com músicas latinas no mundo já vem de fora da região. Para Martinez, a Copa amplificou algo que já estava em curso. “O público internacional é atraído pelo que já lhe é familiar. Para além do esporte, a cultura latina já tem chamado a atenção dos outros países do globo, de forma geral, há um tempo, por exemplo, com a culinária, TV e cinema. Na Copa, esse movimento se amplificou e tornou o Brasil protagonista.”

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