Fazer sexo mais de 2 vezes por semana muda o corpo feminino em várias formas, diz estudo
Especialistas revelam o que muda no organismo quando a mulher passa a fazer sexo mais de 2 vezes por semana
Fazer sexo mais de 2 vezes por semana desperta curiosidade em muita gente, e não é à toa. O corpo feminino reage de um jeito interessante a essa rotina, segundo pesquisas científicas. Além disso, existem números que ajudam a entender melhor essa história. A seguir, veja o que a ciência já descobriu sobre o tema.
O que a ciência já descobriu sobre o assunto
Fazer sexo mais de 2 vezes por semana aparece em diversos estudos como um hábito ligado a benefícios no corpo. Um levantamento com estudantes universitários, publicado no Journal of Psychosomatic Research, mostrou algo curioso.
Quem tinha relações uma ou duas vezes por semana apresentava níveis de imunoglobulina A (IgA) 30% mais altos que pessoas sem vida sexual ativa. A IgA é um anticorpo que protege o corpo contra vírus e infecções. Ou seja, o sistema de defesa do organismo pode trabalhar melhor com essa frequência.
O famoso estudo de Caerphilly, no País de Gales, também trouxe achados importantes sobre frequência sexual e saúde do coração. A pesquisa acompanhou homens por dez anos e percebeu algo relevante.
Quem tinha relações duas vezes por semana ou mais apresentava menor risco de eventos graves no coração. Certamente, esse tipo de achado reforça a ideia de que o corpo reage a essa rotina de formas mensuráveis.
Vale lembrar que boa parte dos estudos mais citados foi feita com homens, ou com grupos mistos. Isso não invalida os achados, mas pede cautela na hora de generalizar tudo para o corpo da mulher.
Hormônios e humor: o que muda na prática
Fazer sexo mais de 2 vezes por semana também aparece ligado ao humor e ao bem-estar emocional em várias pesquisas recentes. Um estudo da Universidade de Toronto Mississauga, com casais heterossexuais entre 18 e 89 anos, encontrou uma relação clara entre frequência sexual e felicidade.
Entretanto, o próprio estudo aponta um detalhe interessante: o pico de felicidade aparece por volta de uma vez por semana, não necessariamente mais.
Outro ponto que chama atenção é a diferença entre os sexos nos resultados. Segundo o mesmo levantamento, mulheres que fazem sexo apenas uma vez por mês ou menos relatam queda notável na sensação de felicidade.
Por outro lado, uma pesquisa conduzida pelo professor Chen (citada em revisões sobre bem-estar sexual) associou a frequência de uma a duas vezes por semana à menor incidência de sintomas depressivos.
Isso acontece, em parte, pela liberação de ocitocina e endorfina durante o sexo. Esses hormônios ajudam a reduzir o estresse e trazem sensação de relaxamento logo depois do encontro. Da mesma forma, o contato físico regular fortalece o vínculo entre o casal, o que também impacta o humor no dia a dia.
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Coração, pressão e imunidade ficam no lucro
Fazer sexo mais de 2 vezes por semana entra na lista de hábitos estudados por cardiologistas e pesquisadores da área da imunidade. Uma pesquisa publicada no American Journal of Cardiology, com foco em homens na faixa dos 50 anos, associou a frequência de duas vezes por semana a menor risco de doença cardíaca.
Da mesma maneira, outros levantamentos apontam relação entre vida sexual ativa e pressão arterial mais controlada, sobretudo em mulheres na faixa dos 57 aos 85 anos.
Um estudo publicado no periódico Journal of Health and Social Behavior, ligado à Universidade de Michigan, trouxe um resultado que exige atenção. A pesquisa mostrou que, para homens mais velhos, a frequência sexual muito alta pode ter relação com maior risco cardiovascular, e não menor.
Portanto, mais não significa automaticamente melhor, e a moderação aparece como palavra-chave em várias dessas análises. Sobre imunidade, os números do estudo com universitários (citado acima) seguem entre os mais mencionados por portais de saúde e por profissionais da área.
Uma frequência de uma a duas vezes por semana parece ser o ponto de equilíbrio identificado. Consequentemente, especialistas recomendam observar o próprio corpo em vez de seguir metas rígidas de frequência.

O que os especialistas recomendam prestar atenção
Fazer sexo mais de 2 vezes por semana não é uma receita obrigatória nem uma meta que todo mundo precisa alcançar. Cada corpo funciona de um jeito, e a rotina do casal também pesa nessa equação. Acima de tudo, o que os estudos mostram é uma tendência, não uma regra fixa que serve para todas as mulheres.
Fatores como sono, alimentação, nível de estresse e saúde do relacionamento influenciam tanto quanto a frequência das relações. Por exemplo, uma mulher com sono ruim e rotina cansativa pode não sentir os mesmos benefícios apontados nos estudos, mesmo mantendo essa frequência. Isso mostra que o contexto de vida pesa tanto quanto o número de vezes por semana.
Antes de tirar conclusões apressadas, converse com um profissional de saúde caso perceba mudanças no corpo ou no humor. Em primeiro lugar, ginecologistas e psicólogos podem ajudar a entender o que faz sentido para cada fase da vida. Os estudos apontados aqui servem como referência, não como diagnóstico individual.
Em resumo, os dados existentes mostram que fazer sexo mais de 2 vezes por semana aparece associado a ganhos na imunidade, no humor e até na saúde do coração. Em conclusão, o mais importante é observar o próprio corpo e buscar orientação médica quando surgir alguma dúvida sobre fazer sexo mais de 2 vezes por semana.
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