quarta-feira, 8 de julho de 2026
Operação Gutenberg

Operação investiga esquema de R$ 27 milhões em contratos de livros em Goiás e outros dois estados

Ação do Gaeco apura um esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo a compra de livros paradidáticos

Micael Mourapor Micael Moura em 8 de julho de 2026 às 15:14
Operação
Foto: Divulgação

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu medidas cautelares em Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo nesta terça-feira (8). A investigação apura um esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos para a compra de livros paradidáticos que teriam movimentado mais de R$ 27 milhões.

Em Goiás, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão no município de Abadiânia.

Força-tarefa cumpriu 59 mandados

A Operação Gutenberg foi coordenada pelo Gaeco do Mato Grosso do Sul, responsável pelas investigações.

Ao todo, a força-tarefa cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em municípios de Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Investigação aponta fraude em contratos públicos

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa subornava agentes públicos para direcionar contratos de compra de livros paradidáticos.

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De acordo com a investigação, o grupo utilizava a justificativa de inexigibilidade de licitação para viabilizar as contratações. Em seguida, os recursos públicos eram distribuídos entre integrantes do esquema, agentes políticos e empresas de fachada criadas para ocultar a origem do dinheiro.

Esquema também atingia a área da saúde

As investigações apontam ainda que o grupo atuava na área da saúde pública.

Conforme o Ministério Público, servidores condicionavam a liberação de leitos hospitalares, exames e cirurgias à compra dos livros comercializados pela organização criminosa.

Nome da operação faz referência à imprensa

O nome Operação Gutenberg faz referência a Johannes Gutenberg, inventor da imprensa e responsável por popularizar a produção de livros.

Segundo o Gaeco, a escolha do nome é uma ironia ao esquema investigado, já que os livros teriam sido utilizados para conferir aparência de legalidade ao desvio de recursos públicos.

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