Após oito dias, incêndio em Terra Ronca chega ao fim com 14,1 mil hectares atingidos
Mais de 120 pessoas participaram da força-tarefa contra as chamas na APA Serra Geral de Goiás; cerca de 80% da área queimada está dentro do Parque Estadual de Terra Ronca
Após oito dias de operação integrada, chegou ao fim o incêndio que atingiu a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra Geral de Goiás, no Nordeste goiano. Segundo o Gabinete de Ações Integradas do Estado de Goiás, aproximadamente 14,1 mil hectares foram atingidos pelo fogo.
A ocorrência teve início no dia 10 de agosto e mobilizou mais de 120 pessoas ao longo da operação, entre bombeiros militares, brigadistas e equipes de apoio.
A dimensão da área afetada chama a atenção. A APA Serra Geral possui aproximadamente 70 mil hectares, o que significa que a área de influência do incêndio corresponde a cerca de 20,2% de sua extensão total.
Do total atingido, a estimativa é que aproximadamente 80% estejam dentro do Parque Estadual de Terra Ronca (Peter). São cerca de 11.288 hectares afetados no parque, que possui aproximadamente 57 mil hectares.
Os outros 20%, equivalentes a aproximadamente 2,8 mil hectares, estão na Reserva Extrativista Recanto das Araras de Terra Ronca, cuja área total é de cerca de 12,3 mil hectares.
Mais de 120 pessoas mobilizadas
O combate exigiu atuação em diferentes setores da região, incluindo locais de difícil acesso, serras, encostas e áreas próximas a comunidades e rodovias.
As equipes trabalharam em frentes nas regiões da Angélica, Morro Redondo, Palmeiras e Serra Geral. As estratégias envolveram combate terrestre, monitoramento permanente e posicionamento de brigadistas tanto na parte alta da serra quanto nas encostas.
Entre os dias 11 e 18 de agosto, mais de 120 profissionais trabalharam em sistema de revezamento. O efetivo médio foi de aproximadamente 38 combatentes por dia, chegando a picos de 55 bombeiros e brigadistas atuando simultaneamente.
Participaram da força-tarefa equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), PrevFogo/Ibama e ICMBio, além de brigadistas voluntários da região.
Origem do incêndio é investigada
Enquanto as equipes combatiam as chamas, fiscais ambientais realizaram vistorias, levantamentos de campo e diligências para tentar identificar as circunstâncias e a origem dos incêndios.
As ações resultaram em notificações administrativas e na instauração de procedimentos de apuração e inquéritos. Os casos continuam sob análise da Semad e do Ibama para identificação de eventuais responsáveis e adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.
O último foco, localizado na região de Morro Redondo, foi declarado debelado na terça-feira (18). Apesar do fim das frentes ativas, o trabalho na região continua. A operação entrou na fase de monitoramento para identificar possíveis pontos quentes e evitar que o fogo volte a se espalhar.
O Governo de Goiás reforçou ainda o pedido de cautela com o uso do fogo durante o período de estiagem. Segundo o Gabinete de Ações Integradas, as condições climáticas associadas ao El Niño aumentam o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais.
Leia mais:
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.