Defesa de Virginia rebate ação do MP e nega acusações sobre divulgação de bets
Influenciadora afirma que a ação do Ministério Público do Distrito Federal deve ser baseada em provas concretas
A defesa da influenciadora Virginia Fonseca rebateu, nesta quinta-feira (9), as acusações apresentadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) em uma ação civil pública relacionada à divulgação de uma casa de apostas.
Em nota, os advogados afirmaram que a responsabilização civil deve ser baseada em provas concretas e não em “presunções ou ilações” decorrentes do fato de Virginia ser uma pessoa pública. A defesa informou ainda que responderá às alegações nos autos do processo.
MP pede indenização de R$ 120 milhões
Na ação, o MPDFT pede que Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze sejam condenadas ao pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
Segundo o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, autor da ação, a influenciadora teria atuado como “braço operacional da captação” da plataforma de apostas ao divulgar conteúdos considerados enganosos e incentivar o público a apostar.
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O processo tramita na 7ª Vara Cível de Brasília e, até o momento, não há decisão judicial.
Advogados alegam que investigação ainda não foi concluída
Na nota, a defesa destacou que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências pendentes, como a solicitação de contratos e outras informações consideradas importantes para esclarecer os fatos.
Os advogados também afirmam que esses documentos são essenciais para definir a natureza da relação entre Virginia e a empresa, além da forma de remuneração e dos limites da atuação publicitária da influenciadora.
Por fim, a defesa declarou confiar no Poder Judiciário e afirmou que apresentará, durante o andamento do processo, os esclarecimentos necessários para contestar os pedidos formulados pelo Ministério Público.
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