terça-feira, 14 de julho de 2026
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Apesar das críticas, “Michael” chega ao bilhão e entra para a história do cinema

“Michael” supera “Bohemian Rhapsody” e “Oppenheimer” em arrecadação; filme estrelado pelo sobrinho Jaafar Jackson surpreendeu Hollywood após críticas negativas antes da estreia

Luana Avelarpor Luana Avelar em 14 de julho de 2026 às 20:33
Michael

A cinebiografia de Michael Jackson entrou para a história do cinema. “Michael”, dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, ultrapassou US$ 1 bilhão em arrecadação mundial, tornando-se o primeiro filme biográfico a atingir essa marca e o segundo lançamento de 2026 a integrar o seleto grupo dos bilionários nas bilheterias.

O resultado surpreendeu Hollywood. Antes da estreia, especialistas projetavam uma abertura muito menor, e parte da crítica recebeu o longa com avaliações negativas. O público, no entanto, fez um caminho diferente e lotou salas em todo o mundo. Desde a estreia, em abril, o filme arrecadou cerca de US$ 217 milhões no primeiro fim de semana mundial e manteve ritmo consistente nos meses seguintes.

Boa parte do desempenho veio do mercado internacional. O Japão teve participação decisiva na reta final da campanha, impulsionando a produção até a marca histórica. Ao todo, o longa soma aproximadamente US$ 371,8 milhões na América do Norte e US$ 629,8 milhões no restante do mundo.

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Recordes acumulados

“Michael” superou “Bohemian Rhapsody”, de 2018, e “Oppenheimer” para se tornar a maior cinebiografia da história do cinema em arrecadação. O feito também é histórico para a produtora Lionsgate, que alcançou pela primeira vez um filme com bilheteria superior a US$ 1 bilhão.

“A paixão do público por um dos maiores artistas da história da música reforça a força da experiência cinematográfica nas salas de cinema”, afirmou Adam Fogelson, presidente do Lionsgate Motion Picture Group, em comunicado divulgado após o recorde.

O filme

Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, faz a estreia no cinema no papel central, interpretando Michael desde os tempos de Jackson 5 até o auge da turnê do álbum “Bad”. O elenco ainda reúne Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Laura Harrier e Mike Myers.

A produção enfrentou obstáculos durante o desenvolvimento. O roteiro passou por refilmagens no ato final por questões jurídicas relacionadas à representação de episódios da vida do artista. Como consequência, a narrativa encerra sua trajetória em 1988, antes das controvérsias que marcaram os últimos anos de Michael Jackson, morto em 2009.

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