O parque em Goiás que virou referência por um fenômeno natural
A cada ano, um curioso fenômeno reveste uma caverna dentro de um parque em Goiás com um brilho azul raro e curioso
Um parque em Goiás guarda um espetáculo de luz que só a natureza sabe criar. Dentro de uma das cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca, o sol encontra o ângulo certo e pinta a pedra de azul. Esse encontro entre luz, umidade e rocha acontece em poucos meses do ano. Quem vê esse fenômeno de perto entende por que ele virou motivo de viagem. Saiba mais a respeito.
Onde fica esse parque em Goiás e o que ele guarda
O Parque Estadual de Terra Ronca (PETER) fica no nordeste de Goiás, na divisa com a Bahia, entre os municípios de São Domingos e Guarani de Goiás. A área soma 57 mil hectares voltados à proteção de um universo subterrâneo formado ao longo de milhares de anos, segundo dados do governo do estado.
Portanto, esse parque em Goiás não é só um ponto turístico: é também uma reserva de estudo científico. A criação da unidade aconteceu pela Lei nº 10.879, de 1989, e depois ganhou novos limites pelo Decreto nº 4.700, de 1996. Como resultado, o parque em Goiás passou a contar com regras claras de proteção e visitação guiada.
A sede administrativa fica a 13 quilômetros do povoado de São João Evangelista, acessado por estrada de terra. Segundo a própria gestão do parque, a região concentra mais de mil cavidades subterrâneas, boa parte delas ainda sem exploração completa.
Então, apenas quarenta cavernas já foram mapeadas por pesquisadores até hoje. Ou seja, o parque em Goiás guarda muito mais mistério do que o visitante imagina ao chegar.
Do total de cavidades conhecidas, só dez recebem visita pública, sempre com condutor credenciado. Em outras palavras, a maior parte do complexo segue reservada à pesquisa e à proteção ambiental. Para esclarecer: essa escolha existe para preservar tanto as formações rochosas quanto a segurança de quem visita esse parque em Goiás.
Números que mostram a grandeza do parque em Goiás
Três das dez maiores cavernas do Brasil ficam dentro desse parque em Goiás. A Lapa de São Mateus lidera a lista local, com 22.690 metros mapeados, o que a coloca na terceira posição do país. Mas ela ainda guarda trechos jamais percorridos por pesquisadores, segundo o governo estadual.
A Lapa São Vicente I aparece na sexta posição nacional, com 16.390 metros de extensão registrada. Por outro lado, a Lapa Angélica ocupa a nona colocação, somando 14.100 metros de galerias repletas de formações raras. Por exemplo, o Salão dos Espelhos, dentro da Angélica, reflete estalactites em um espelho d’água natural.
A Lapa Terra Ronca I chama atenção pela boca de entrada: 96 metros de altura e 120 metros de largura. Acima de tudo, esse tamanho reforça por que essa caverna é considerada um cartão-postal desse parque em Goiás. Salões internos passam de 700 metros de comprimento, com destaque para o Salão dos Namorados.
Uma trilha na mata nativa liga essa caverna à Terra Ronca II, cuja boca também soma 120 metros de largura. E o mais importante: é dentro da Terra Ronca II que acontece o fenômeno que dá fama a esse parque em Goiás. Uma caminhada de um quilômetro conduz o visitante até o salão principal, onde a luz encontra a pedra.

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Como surge o raio azul dentro da Terra Ronca II
O fenômeno recebe o nome de raio azul e acontece somente entre abril e julho. Certamente, esse é o detalhe que mais desperta curiosidade em quem pesquisa sobre esse parque em Goiás. Nesses meses, o sol assume uma posição específica no céu durante boa parte da tarde.
Em primeiro lugar, os raios solares precisam alcançar um ângulo exato para atravessar um vão estreito da caverna. Em segundo lugar, esse encontro de luz costuma ocorrer por volta das 13 horas, quando o sol está mais alto. Sem esse alinhamento, o feixe de luz simplesmente não entra pela abertura da rocha.
Além disso, a umidade natural do ar dentro da caverna cumpre um papel essencial nesse processo. Ainda mais interessante é notar que essa umidade transforma a luz branca do sol em um tom de azul intenso. Além do mais, esse efeito só existe porque o ambiente da Terra Ronca II mantém condições estáveis de temperatura e vapor de água.
Entretanto, o fenômeno dura pouco tempo dentro de cada visita, já que o ângulo do sol muda a cada minuto. Durante essa janela curta, o salão principal ganha uma cor que parece pintada à mão pela natureza. Fotógrafos e visitantes se organizam justamente para capturar esse instante dentro desse parque em Goiás.

Quando ver o fenômeno e como visitar o parque em Goiás
Quem deseja ver o raio azul precisa programar a viagem entre abril e julho, período em que o fenômeno acontece. Posteriormente a essa janela, o ângulo do sol muda e a luz não atravessa mais o vão da caverna. Depois disso, é preciso esperar o próximo ciclo anual para ver o efeito de novo.
A visitação às cavernas abertas ao público, incluindo a Terra Ronca I e II, ocorre das 8h às 17h, sempre com guia credenciado pelo parque. Da mesma forma que em outras cavernas do complexo, o uso de capacete e calçado fechado é obrigatório para todos os visitantes. Bebidas alcoólicas e iluminação com chama ficam fora das regras permitidas dentro desse parque em Goiás.
O acesso à região acontece pela BR-020, principal ligação entre Brasília e Barreiras, seguido de estrada de terra até o parque. Grupos maiores, com fins técnicos ou pedagógicos, precisam de agendamento prévio junto à administração da unidade de conservação.
Em conclusão, o raio azul mostra como luz, tempo e rocha podem criar um espetáculo raro na natureza. Resumindo, poucos lugares no país reúnem números geológicos e fenômenos visuais tão marcantes quanto esse parque. Em poucas palavras, o parque em Goiás segue como um convite direto para quem busca esse tipo de experiência única.
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