segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Eleições 2026

Convenções pressionam partidos por definição das chapas majoritárias

Prazo do TSE para oficialização das candidaturas intensifica articulações dos partidos em Goiás

Thiago Borgespor em
Convenções pressionam partidos por definição das chapas majoritárias
Projetos que miram o Palácio das Esmeraldas entram na reta final de articulações com início das convenções | Fotos: Divulgação, Waldemir Barreto/Agência Senado, Edilson Rodrigues/Agência Senado e Y.Maeda/Alego

A três dias do início das convenções partidárias, os partidos e federações já iniciaram as articulações para oficializar as candidaturas que irão disputar o voto do eleitor no dia 4 de outubro. O prazo para realização das convenções estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa na próxima segunda-feira (20) e vai até o dia 5 de agosto. 

A base aliada do governador Daniel Vilela (MDB) e do ex-governador e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), prepara um evento que deve reunir todas as siglas que compõem o arco de aliança do grupo que comanda o Palácio das Esmeraldas. A convenção da base, que acontecerá no dia 5 de agosto, marcará o anúncio de quem será vice de Daniel na disputa pelo Governo do Estado.

A vaga de vice na chapa do governador tem sido disputada entre o presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD), o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima (PSD) e o ex-senador Luiz do Carmo (PSD). A convenção também marcará o lançamento das chapas de MDB, União Brasil, PSD, PP e Podemos para as disputas proporcionais. 

Chapa do PL

O PL do senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wilder Morais, ainda não tem data marcada para oficializar quem serão os postulantes do partido em outubro. Porém, a legenda é a única que já lançou a chapa completa para a disputa majoritária: Wilder e Ana Paula Rezende, pré-candidata a vice, para o governo estadual e o deputado federal Gustavo Gayer e o vereador Oséias Varão para o Senado. Resta acertar apenas as suplências de Gayer e Oséias. 

A situação, porém, é diferente no PSDB e no PT. Os tucanos anunciaram como o cabeça de chapa na disputa pelo Executivo goiano o ex-governador Marconi Perillo, que tem trabalhado em agendas pelos municípios goianos. Porém, ainda não há data definida para o anúncio oficial do vice e dos dois nomes do tucanato para a Casa Alta.

Além do Cidadania, que está federado com o PSDB, apenas o Democracia Cristã está no arco de partidos aliados a Marconi. O partido articula para atrair o PDT, que agora está sob comando do procurador-geral da Câmara de Goiânia, Kowalsky Ribeiro. Entretanto, o alinhamento nacional dos pedetistas com o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diminui as chances de uma aliança.

Para compor a vice de Marconi, é especulada uma chapa pura. Para o Senado, a expectativa é de que os tucanos indiquem um nome e a outra vaga fique para o Cidadania, que tem Iure Castro, procurador-geral da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), como pré-candidato.

Indefinição da esquerda

Já o PT tinha a convenção marcada previamente para o dia 4 de agosto. Porém, segundo a assessoria da presidente estadual da sigla, deputada Adriana Accorsi, pode haver uma mudança na data escolhida.

Fato é que os petistas esperam chegar às vésperas da convenção com clareza sobre quem disputará o Governo do Estado, visto que o partido voltou à indefinição. Após meses de negociações, em junho, a cúpula estadual escolheu o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno como pré-candidato ao Esmeraldas. 

A direção estadual só não contava com o apelo de Lula, que deixou claro para a deputada federal Adriana Accorsi (PT) e para a vereadora Aava Santiago (PSB) o desejo de ver a duas na chapa majoritária, com a petista ao governo e pessebista ao Senado. Apesar do apelo do presidente da República, as parlamentares continuam a rechaçar a ideia de mudar de rota. Accorsi e Aava miram a disputa pela Câmara dos Deputados. 

Além disso, o campo progressista precisará de um acordo para as vagas ao Senado. Atualmente, há quatro pré-candidatos à Casa Alta distribuídos pelos partidos que irão caminhar com Lula em Goiás: Isaura Lemos (PSB), Aldo Arantes (PCdoB), Carlos Mundim (PDT) e Ricardo Dias (PV). A federação PSOL-Rede também reivindica uma vaga na chapa majoritária petista.

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