domingo, 11 de outubro de 2026
Multa bilionária

União Europeia aplica multa bilionária à AliExpress por falhas no combate a produtos ilegais

Comissão Europeia aponta descumprimento da Lei de Serviços Digitais e determina que plataforma adote medidas em até três meses para evitar novas punições

Eduardo Silvapor em
AliExpress abre cadastro para vendedores brasileiros
Comerciantes brasileiros precisam possuir CNPJ ou ser um MEI | Foto: Reprodução

A Comissão Europeia anunciou, nesta segunda-feira (20), a aplicação de uma multa de 550 milhões de euros, cerca de R$ 3,2 bilhões contra a AliExpress, plataforma de comércio eletrônico controlada pelo grupo chinês Alibaba. A penalidade foi imposta após o bloco concluir que a empresa falhou em impedir a comercialização de produtos ilegais, perigosos e falsificados para consumidores europeus, em desacordo com as normas da Lei de Serviços Digitais (DSA).

A decisão é resultado de uma investigação iniciada há mais de dois anos, durante a qual autoridades identificaram falhas nos mecanismos de fiscalização da plataforma. Segundo a Comissão, o sistema responsável por localizar anúncios irregulares era ineficiente quando a apuração começou, em março de 2024, permitindo que itens proibidos, como brinquedos inseguros, cosméticos perigosos e mercadorias falsificadas, permanecessem disponíveis para venda por longos períodos.

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De acordo com a vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen, as punições aplicadas aos vendedores que desrespeitavam as regras também não surtiam efeito, já que muitos continuavam operando normalmente. A investigação ainda apontou que equipes reduzidas de fiscalização facilitavam a ação de comerciantes que conseguiam contornar os mecanismos de verificação da plataforma. Com a sanção, a AliExpress terá três meses para apresentar medidas que garantam o cumprimento da legislação, sob risco de sofrer multas periódicas.

A punição é a mais elevada aplicada pela União Europeia desde a entrada em vigor da DSA, em 2022, e integra uma ofensiva mais ampla contra plataformas digitais. Em maio, a Temu recebeu multa de 200 milhões de euros por infrações semelhantes, enquanto a rede social X foi penalizada em 120 milhões de euros por falhas relacionadas à transparência. Bruxelas também mantém investigações contra a Shein, mas afirma que as ações não têm relação com a origem das empresas, reforçando que todas as plataformas que atuam no mercado europeu devem obedecer às mesmas regras.

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