Irã amplia ofensiva contra bases dos EUA e tensão no Golfo eleva temor de escalada regional
Teerã voltou a atacar instalações militares americanas, apreendeu petroleiros no Estreito de Ormuz e prometeu intensificar ações contra Washington
O conflito entre Irã e Estados Unidos ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (21), com a ampliação da ofensiva iraniana contra alvos militares americanos no Oriente Médio. Teerã informou ter atacado instalações de radares e sistemas de defesa antiaérea dos Estados Unidos na região do Golfo, em resposta aos bombardeios realizados por Washington contra estruturas estratégicas iranianas nos últimos dias.
Na segunda-feira (20), o Exército americano anunciou a décima noite consecutiva de ataques ao território iraniano. Segundo os Estados Unidos, a operação teve como objetivo atingir centros de comando, bases de mísseis e drones e instalações navais utilizadas pelo Irã, buscando reduzir a capacidade do país de ameaçar embarcações comerciais que cruzam o Estreito de Ormuz. Em paralelo, a Guarda Revolucionária informou a apreensão de dois petroleiros na região, enquanto um navio-tanque foi atingido por um projétil próximo à costa de Omã, aumentando as preocupações com a segurança da navegação.
Leia também:
A tensão também se estendeu ao Mar Vermelho após os rebeldes huthis, aliados do governo iraniano, anunciarem o bloqueio da navegação saudita no Estreito de Bab el-Mandeb. A medida foi condenada pela Arábia Saudita e motivou alertas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de especialistas internacionais sobre o risco de uma escalada militar ainda maior, diante da importância estratégica da rota para o comércio global de petróleo.
Em resposta às ações americanas, o Irã voltou a lançar ataques contra bases dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein, após ofensivas anteriores contra a Jordânia. A Guarda Revolucionária afirmou que novas ondas de drones e mísseis serão ainda mais intensas caso os bombardeios continuem. Apesar do agravamento do conflito, autoridades iranianas afirmam que os canais diplomáticos seguem abertos por meio da mediação de países como Catar, Omã e Paquistão, embora o protocolo firmado em junho para abrir negociações de paz tenha perdido força com a retomada dos confrontos.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.