sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Processo Administrativo

PF decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

Processo administrativo foi concluído pela Polícia Federal. A demissão ainda depende da assinatura do ministro da Justiça

Micael Mourapor em
PF decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e decidiu pela demissão do servidor por abandono de cargo. A medida ainda depende da assinatura do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, para ser oficializada.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, onde afirma viver como exilado político. Em dezembro do ano passado, ele perdeu o mandato de deputado federal após acumular faltas sem justificativa às sessões da Câmara dos Deputados.

Sem o mandato parlamentar, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria retornar ao cargo de escrivão da Polícia Federal, função para a qual foi aprovado em concurso público em 2010. Como não reassumiu as atividades, a corporação instaurou um processo administrativo para apurar a ausência.

Processo disciplinar

Durante a tramitação do PAD, a Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou que Eduardo Bolsonaro entregasse a carteira funcional e a arma de fogo institucional.

Com a conclusão do processo, a comissão responsável entendeu que houve abandono de cargo e recomendou a demissão. Agora, a decisão segue para análise e assinatura do ministro da Justiça.

Condenação no STF

Além do processo administrativo, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação. A decisão está relacionada à atuação do ex-deputado nos Estados Unidos, considerada pelo Supremo como uma tentativa de intimidar integrantes do Judiciário e interferir nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Eduardo Bolsonaro poderá se manifestar sobre a decisão administrativa nos termos previstos pela legislação.

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Tags:
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