Cinco suspeitos de integrar grupo violento de torcida organizada são alvo de operação em Goiás
Cinco mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra investigados por ataques e emboscadas contra torcedores rivais na Região Metropolitana de Goiânia
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Retorno Seguro para desarticular um grupo investigado por promover ataques violentos contra torcedores rivais na Região Metropolitana de Goiânia. A ação, coordenada pelo Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), cumpriu dez ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.
Segundo as investigações, os alvos integram o chamado 20º Comando da torcida organizada Esquadrão Vilanovense e são suspeitos de participação em emboscadas e agressões praticadas contra torcedores do Goiás Esporte Clube. Entre os presos está Thiago da Silva Lacerda, apontado pela Polícia Civil como líder do grupo criminoso. Ele já havia sido detido temporariamente durante a primeira fase da operação, mas agora passou a responder por prisão preventiva após o avanço das investigações.
Investigação identificou novos integrantes do grupo
Além do suposto líder, outros quatro investigados tiveram a prisão preventiva decretada. De acordo com a Polícia Civil, eles foram identificados após a análise de materiais apreendidos na primeira etapa da operação, realizada em maio deste ano, quando também foram recolhidos veículos, aparelhos celulares, armas brancas e objetos relacionados à torcida organizada.
O aprofundamento das diligências permitiu aos investigadores mapear a estrutura do grupo, identificar a divisão de tarefas entre os integrantes e reunir novos elementos sobre a atuação da organização em diferentes episódios de violência envolvendo torcedores rivais.
Emboscadas são alvo da investigação
A investigação teve início após uma emboscada registrada em 15 de março deste ano, no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia. Conforme a apuração, integrantes do grupo interceptaram torcedores do Goiás que retornavam da final do Campeonato Goiano utilizando dois carros e uma motocicleta.
Segundo a Polícia Civil, um dos veículos foi usado para atingir deliberadamente a motocicleta ocupada por um motorista de aplicativo e um passageiro. Após a colisão, os suspeitos desceram dos automóveis e continuaram as agressões utilizando arma de fogo, arma branca e objetos contundentes. Durante a ação, ainda teriam roubado peças de vestuário ligadas à torcida rival.
As investigações também apontaram a participação do grupo em outra emboscada, ocorrida em 20 de dezembro de 2025, nas proximidades da Praça do Jacaré, no Setor Criméia Oeste, em Goiânia. Segundo a corporação, o ataque apresentou características semelhantes ao caso investigado na operação.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, roubo majorado pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma de fogo, além de associação criminosa. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta a identificação de novos envolvidos ou de outros crimes relacionados à atuação do grupo.
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