Eleições 2026

Renan Santos é oficializado candidato à Presidência pelo Missão

Sem alianças e fora da propaganda eleitoral gratuita, empresário aposta nas redes sociais e em críticas a Lula e à família Bolsonaro

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 1 de agosto de 2026 às 19:00
Renan Santos
Congresso do partido em São Paulo anunciou candidatos para disputa de nove governos estaduais, livro com propostas e centro de estudos. Foto: Redes Sociais

O empresário Renan Santos foi oficializado candidato do partido Missão à Presidência da República neste sábado (1º), durante um ato político realizado na Zona Leste de São Paulo. Em seu discurso, o ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro, ao defender uma candidatura que não seja definida apenas pela oposição aos dois grupos.

Recém-criado, o Missão disputará a eleição sem coligações e com recursos limitados. O partido terá R$ 3,3 milhões do fundo eleitoral, o equivalente a 0,07% do total. Além disso, como não alcançou a cláusula de desempenho, a legenda não terá direito à propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio. Diante desse cenário, a campanha pretende concentrar esforços no engajamento digital, nas viagens pelo país e na participação de Renan em debates.

Apesar da estrutura reduzida, integrantes do partido afirmam que Renan terá palanques em todos os estados, por meio de candidatos do Missão aos governos estaduais, ao Senado e às câmaras legislativas. Durante o evento, a legenda apresentou nove pré-candidaturas a governador em estados como Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.

Propostas

Por fim, o partido lançou uma versão atualizada do chamado “Livro Amarelo”, documento que reúne análises e propostas da legenda, além de anunciar a criação de um centro de estudos. Entre as principais medidas do programa de governo está a apresentação de uma proposta de emenda à Constituição para promover um ajuste fiscal de R$ 1,1 trilhão até 2031, com cortes de despesas e mudanças nas regras de benefícios e pisos orçamentários.

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