Falsos policiais enganam idosa e causam prejuízo de R$ 165 mil em Goiânia
Grupo se passou por policiais e convenceu mulher de 75 anos a transferir dinheiro; sete pessoas foram denunciadas pelo MPGO
Uma mulher de 75 anos perdeu R$ 165 mil após ser enganada por um grupo que simulou uma investigação policial para convencê-la a entregar o próprio dinheiro. Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), um dos suspeitos se passou por delegado e afirmou que o gerente do banco onde a vítima mantinha a conta era investigado por supostas fraudes.
O golpe começou em 30 de setembro de 2024, quando o falso delegado entrou em contato com a idosa e disse que a Polícia Civil precisava proteger o patrimônio dela. Para dar credibilidade à história, os criminosos afirmaram que seria necessário retirar e movimentar os valores da conta antes que outras pessoas tivessem acesso ao dinheiro. A vítima acreditou na versão apresentada e passou a seguir as instruções.
Em 2 de outubro, a mulher transferiu R$ 45 mil para uma conta indicada pelos criminosos. Na sequência, recebeu uma nova ligação e enviou mais R$ 70 mil. No dia seguinte, o grupo ainda contratou um empréstimo de R$ 47.585,35 em nome da vítima, embora o valor não tenha chegado a ser sacado. Também foi registrada uma transferência de R$ 3 mil. Ao todo, a fraude resultou em um prejuízo de R$ 165 mil.
Grupo dividia funções para aplicar golpe
De acordo com o MPGO, sete pessoas foram denunciadas por envolvimento no esquema. Vagner Daniel Gomes teria interpretado o falso delegado, enquanto Nathália Cristina dos Santos Fernandes se apresentava como policial. Baltazar José Pinheiro Junior seria responsável pelo transporte de Nathália nos contatos presenciais com a vítima. Já Brenno Almeida dos Santos teria levantado informações sobre delegacias e possíveis vítimas para ajudar na criação das falsas histórias.
Ainda conforme a investigação, Rafael Ornelas da Cruz cuidava da movimentação financeira dos valores recebidos. O dinheiro era distribuído entre diferentes contas, incluindo as vinculadas a Fernando César Araújo Athenesi e Wendrel Alexandre Teodoro dos Santos. O MPGO denunciou o grupo por estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa. A Justiça também identificou indícios de lavagem de dinheiro e falsidade documental.
A delegada Lara Soares Françoso de Castro alertou que a Polícia Civil não solicita transferências ou movimentações bancárias de vítimas durante investigações. Segundo ela, quando a polícia precisa entrar em contato com uma pessoa, o objetivo é solicitar seu comparecimento à delegacia para prestar esclarecimentos. A investigação continua para verificar se outras pessoas foram vítimas do grupo e rastrear a movimentação dos valores.
Em 13 de agosto, Baltazar, Rafael, Nathália e Vagner Daniel estavam presos preventivamente, enquanto Brenno, Fernando e Wendrel eram considerados foragidos. A Justiça manteve as prisões preventivas dos sete denunciados, considerando os indícios reunidos na investigação e a suspeita de movimentação e ocultação do dinheiro obtido por meio do golpe.
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