terça-feira, 27 de outubro de 2026
reação

China promete reagir a sanções dos EUA contra parceiros comerciais do Irã

Pequim condena medidas unilaterais de Washington e afirma que protegerá seus interesses diante da pressão econômica sobre Teerã

Eduardo Silvapor em
china
Foto: CARLOS DE SOUZA/ Unsplash

A China elevou o tom contra a nova ofensiva econômica dos Estados Unidos contra o Irã e afirmou nesta terça-feira (25) que adotará medidas para proteger seus interesses. A declaração ocorre após Washington anunciar sanções contra empresas e entidades que mantenham relações comerciais com a República Islâmica. Pequim é um dos principais compradores do petróleo iraniano e mantém estreita relação econômica com Teerã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que as relações comerciais entre China e Irã seguem as normas do direito internacional e não devem sofrer interferência externa. Segundo ele, o governo chinês se opõe às sanções unilaterais consideradas ilegais. Lin também declarou que Pequim está disposto a tomar as providências necessárias para defender seus direitos e interesses.

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As novas medidas anunciadas por Washington fazem parte da estratégia de pressão econômica contra o Irã, quase seis meses após o início da guerra entre os dois países. Os Estados Unidos também incluíram a China entre os alvos da campanha, em uma tentativa de restringir as relações comerciais que ajudam Teerã a reduzir os efeitos das sanções. Pequim, que defende um cessar-fogo, avalia que as medidas econômicas não são capazes de solucionar o conflito.

O Irã convive há décadas com restrições internacionais e desenvolveu mecanismos financeiros para manter suas exportações. Antes da guerra, milhões de barris de petróleo iraniano eram vendidos ao exterior, principalmente para compradores chineses. A tensão também afeta Pequim por causa do bloqueio do Estreito de Ormuz. Questionado sobre possíveis impactos das sanções sobre bancos chineses, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou na segunda-feira (24) que nenhuma instituição estaria fora do alcance das medidas americanas.

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