A 33 dias do 1º turno, campanhas ao Governo de Goiás miram interior
Nas últimas semanas Daniel Vilela (MDB), Luis Cesar Bueno (PT) e Marconi Perillo (PSDB) tiveram parte dos compromissos fora da Capital. Wilder Morais (PL) foi exceção
A aproximadamente um mês do fim do primeiro turno das eleições estaduais, os candidatos ao Governo de Goiás focam suas campanhas nas cidades do interior. A estratégia é replicada por todos os principais candidatos, com exceção do senador Wilder Morais (PL).
Ao longo da última semana, o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) cumpriram boa parte de suas agendas fora da Capital. De acordo com o cientista político Guilherme Carvalho, a estratégia de interiorizar a campanha é fundamental para os postulantes ao Palácio das Esmeraldas.
“É evidente que o interior concentra uma importância decisória, basta a gente ver o mapa das eleições. Não as passadas, mas principalmente as eleições do Marconi. Marconi sempre teve muita dificuldade de ganhar em Goiânia. Ele sempre foi muito forte no interior, justamente porque no interior você tem uma geografia de votos muito diferente de Goiânia.”
Para Carvalho, a estratégia de regionalizar a campanha é fundamental. “Mas, por outro lado, o tempo de campanha é muito curto e tem candidato aí que está com muita dificuldade de consolidar as bases que já tem, quiçá para tentar traçar novas bases”, explica.
Estratégias para todos os gostos
Nesse cenário, os candidatos apostam na regionalização por meio de diferentes métodos. Articuladores da campanha de Marconi Perillo destacam que a meta do peessedebista é visitar todos os municípios goianos. De acordo com aliados, o tucano já foi a 201 cidades desde o anúncio da pré-candidatura.
A campanha de Luis Cesar Bueno foca no Entorno do Distrito Federal e nas cidades de médio porte. Segundo petistas ouvidos pelo O HOJE, nos pequenos municípios, a campanha será coordenada pelo diretório municipal da sigla. Para Guilherme Carvalho, essa é uma decisão pragmática.
“Seria o candidato caminhando sozinho. A gente tem que levar uma coisa em consideração no caso do Luis Cesar Bueno. O PT tem três prefeituras no interior [Cidade de Goiás, Itapuranga e Professor Jamil]. Então, não tem muito o que fazer, porque não tem gente para subir no palanque dele”, destaca.
Já Daniel Vilela, que conta com apoio de mais de 93% dos prefeitos, aposta em carreatas para mobilizar apoiadores no interior do Estado. O ex-deputado federal Euler Morais (MDB) aponta que o apoio dos prefeitos tem gerado resultados positivos para a campanha governista.
“Eu estive agora andando no interior e vi que, até agora, a visibilidade de campanha que tem é mais nossa. Eu não vi material de Wilder, de Marconi, de Luis Cesar Bueno. Não vi em lugar nenhum andando por aí”, afirma Euler.
Wilder Morais
O candidato do PL é o único que destoa dos demais. Na última semana, o senador realizou atos de campanha no interior apenas no sábado (29/8), quando esteve em Rio Verde, Região Sudoeste do Estado.
Na ocasião, Wilder fez gravações para o programa eleitoral, concedeu entrevista a uma rádio local e participou do lançamento da campanha de deputado estadual do ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alego), Lissauer Vieira (PL). Guilherme Carvalho diz que a estratégia é mais uma imposição do que uma opção.
“Ele [Wilder] veio derretendo desde a pré-campanha no interior. Basta a gente ver o movimento de prefeitos do PL, que não começou com o Márcio Corrêa, que foram se declarando ao lado do governo. Tem coisa que é opção, o candidato resolver priorizar Goiânia. Mas tem coisa que é realmente não ter espaço e não ter palanque. De repente, ele não tem como fazer um evento, porque não tem ninguém para dar o suporte para ele”, destaca. (Especial para O HOJE)
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