terça-feira, 1 de setembro de 2026
Eleições 2026

Candidatos ao Governo de Goiás têm desafios distintos até o 1° turno

Daniel, Marconi, Wilder e Cesar Bueno diferem nas estratégias na tentativa de angariar apoio do eleitorado a pouco mais de um mês do pleito

Thiago Borgespor em
Candidatos ao Governo de Goiás têm desafios distintos até o 1° turno
Emedebista aposta na vitória  já no dia 4 de outubro, enquanto opositores avançam com estratégias para chegar ao 2º turno | Foto: Divulgação, Gabriel Louza/O Hoje, Saulo Cruz/Agência Senado e Divulgação

A 33 dias do primeiro turno das eleições, os candidatos ao Governo de Goiás intensificam suas campanhas pelos quatro cantos do Estado com o objetivo de enfrentar os desafios de seus respectivos projetos eleitorais. 

Candidato à reeleição, o governador Daniel Vilela (MDB) tem trabalhado com as carreatas pelos municípios do interior e na Região Metropolitana de Goiânia com a intenção de percorrer o maior número de municípios durante a campanha eleitoral. O grupo do emedebista segue com a crença de que a vitória no 1º turno é uma possibilidade real. 

Até o momento, as pesquisas eleitorais indicam liderança do governador, mas ainda com cenários de segundo turno. Os levantamentos eleitorais têm indicado que o mano a mano eleitoral será com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que aparece constantemente no 2º lugar dos levantamentos eleitorais. O principal desafio de Daniel é avançar nas pesquisas para vencer as eleições já no dia 4 de outubro, assim como o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) fez em 2018 e 2022. Ao menos é a expectativa do grupo que comanda o Palácio das Esmeraldas. 

Já Marconi tem apostado em diferentes estratégias de campanha para contornar o pouco tempo disponível nas propagandas de rádio e TV. O tucano marca presença em sabatinas e entrevistas em veículos de comunicação ao redor do Estado ao mesmo tempo que aposta na presença nas redes sociais. 

O núcleo da campanha do ex-governador entende que uma presença digital massiva é a resposta para dialogar, sobretudo, com eleitores mais jovens, que tiveram pouco contato com os quatro mandatos de Marconi frente ao Esmeraldas. Além disso, na busca para se consolidar como o candidato a fazer frente ao grupo governista, o candidato do PSDB trabalha para reduzir a rejeição. Entre os postulantes ao Governo do Estado, Marconi é quem reúne a maior taxa de reprovação dos goianos.

Segundo turno

Já na estratégia para um possível segundo turno, o ex-governador articula para ter o apoio do senador Wilder Morais, candidato do PL ao governo estadual. No último dia 21, em entrevista à rádio Difusora, o tucano afirmou que já tratou do assunto com Wilder e que teria recebido o aval para uma aliança entre opositores. No caso, quem avançasse para o mano a mano com Daniel receberia o apoio do outro. O candidato do PL, porém, negou o acordo. 

Wilder, por sua vez, aposta suas fichas na chegada do bolsonarismo. A bandeira do senador na disputa deste ano é ser o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Governo de Goiás. Wilder espera que, assim como aconteceu em 2022 quando foi eleito para o Senado, o voto bolsonarista, que em Goiás costuma aparecer nas últimas semanas da campanha, o leve para o segundo turno. 

Inclusive o desafio do candidato bolsonarista, até o momento, está no resgate dos votos associados ao ex-presidente. Isso porque Wilder segue distante dos dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto. No QG do candidato bolsonarista, a estratégia recai no ato da próxima segunda-feira, dia 7 de setembro, no feriado da Independência. Além disso, há a crença de que uma visita do candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), engaje a militância do grupo.

Romper a rejeição ao PT 

O nome do PT para a disputa do Executivo estadual, Luis Cesar Bueno, segue na busca de romper com a rejeição do voto conservador, majoritário no Estado, e atrair os votos associados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Goiás. Ainda sem uma grande guinada nas pesquisas eleitorais, Cesar Bueno tem invocado o nome do presidente e os feitos das gestões petistas em solo goiano durante as agendas de campanha eleitoral.

Uma das crenças dentro do núcleo dos partidos progressistas é de que o ex-deputado pode superar o desempenho de candidaturas petistas passadas na disputa pelo governo em razão da união da esquerda no Estado.

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Daniel Vilela Luis Cesar Bueno Marconi Perillo wilder morais

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